A causa LGBT, sigla que inclui Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, foi tema de debate na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus de Apucarana, na noite de anteontem, data em que é comemorado o Dia Internacional Contra a Homofobia. O evento “Não somos invisíveis - Relatos de uma vida LGBT", aconteceu no auditório do campus e reuniu mais de 150 pessoas.
A mesa redonda reuniu histórias de vida e destacou a luta por igualdade da comunidade LGBT, com convidados especiais. Entre eles, a transexual Renata Borges Branco, que preside o Diretório Central dos Estudantes da UTFPR, que dividiu o palco com as ativistas Mel Campus e Fernanda Matos, entre outros estudantes. Renata é de Curitiba, mas vive em Apucarana há mais de um ano.
Na UTFPR, Renata diz que foi feito um velório para a homofobia, com caixão para representar a morte simbólica do preconceito. “Eu chorei muito. Estudar em uma universidade cursando engenharia já é sinal que a luta dos transexuais e travestis, que foram vítimas da exclusão social e assassinatos. Uma realidade que vem mudando de tom. Claro, que aos poucos”, explica.
Quem abriu a cerimônia foi o diretor-geral da instituição, Marcelo Ferreira da Silva, falando da importância da inclusão na UTFPR. “Todos os professores da universidade vestiram camisetas da cor da bandeira LGBT”, comenta. (FERNANDA NEME)