CIDADES

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Cansaço de quem está na linha de frente

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Kelly Hummel é enfermeira coordenadora do Pronto Atendimento Covid em Apucarana. Ela conta que está a frente da equipe de atendimentos desde o dia 20 de março de 2020, quando o serviço foi disponibilizado para a população. “No início, o sentimento foi de apreensão e desafio, tínhamos medo porque não sabíamos ao certo com que estávamos lidando. Só consegui até agora porque tive apoio de toda a equipe para organizar fluxos, rotinas, procedimentos e técnicas. Quando iniciou o primeiro mês foi bem tranquilo, depois com a transmissão comunitária, não tivemos mais controle sobre a doença”, lembra.

Hoje, a rotina de trabalho é mais árdua. Um ano depois do início da pandemia, a população deixou de tomar cuidados básicos como uso da máscara, higiene das mãos e distanciamento social, o que tem agravado o quadro da doença em toda a região. 
“Estamos colhendo os frutos do comportamento da população. Observamos que 70% dos casos de pessoas que chegam doentes aqui se contaminaram no ambiente familiar, nos momentos em que se abraçam e confraternizam com familiares que estão indo para a rua, não tomando os devidos cuidados. Hoje podemos ter um milhão de leitos de UTI, se a população continuar assim, mas não teremos capacidade de atender a todos os doentes”, argumentou a enfermeira.