CIDADES

min de leitura - #

Carne de frango está até 71% mais cara em Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 14 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O bolso do consumidor não tem um dia de folga. Depois da carne vermelha, agora é o preço do frango que está até 71% mais caro em Apucarana. Em pouco mais de um mês, o quilo da ave, que custava R$ 7, subiu para R$ 12, em média. Cortes nobres como o peito encareceram até 61% em um dos estabelecimentos ouvidos pela reportagem, saindo dos R$ 12,99 para R$ 21. De acordo com os comerciantes, a alta ocorre em todos os tipos de carnes, brancas e vermelhas, sendo um reflexo do aumento no preços do combustível e da valorização do milho e da soja, utilizados como base da alimentação de muitos animais. 

Auxiliar administrativa de um açougue, Rosane Braz, afirma que o preço da carne disparou absurdamente em apenas um mês. “Recebemos carregamento duas ou três vezes por semana e a cada vez é um valor diferente. Chega a dar diferença de até R$ 90 por semana. Só o filé de peito subiu R$ 8 em apenas 30 dias”, comenta. 
No estabelecimento do empresário Pedro Alves o frango inteiro e fresco saiu dos R$ 10,90 para R$ 12,30, na última semana, um aumento de 12,8%. Segundo ele, o reajuste na cotação do milho e da soja, assim como o novo reajuste da gasolina que passou a valer anteontem, inflacionaram ainda mais os preços das carnes em geral. 
“Com essa grande quebra na agricultura por causa das geadas registradas neste ano, vai encarecer ainda mais a saca de milho e soja que são base da alimentação de porcos, bois e frangos. E teve mais um aumento no preço do combustível que também vai refletir nos preços de tudo, porque os animais vivos são transportados para os frigoríficos e depois para a distribuição”, explica. 
Os consumidores já sentiram no bolso os efeitos dos novos reajustes e tentam encontrar maneiras continuar consumindo o produto, mas com economia. “Consigo me ajustar, comprando uma carne mais em conta, pesquisando preço, aproveitando promoções para alinhar de acordo com o que consigo comprar”, comenta o representante de vendas Douglas de Campos, 46 anos
Comerciante Junior Milani, 34 anos, não consegue ficar sem comer carne de frango. A alternativa encontrada por ele é reduzir a quantidade. “O frango costumava ser uma carne mais barata, mas agora está saindo caro, toda semana sobe o preço. O único jeito foi diminuir a quantidade, porque não tem como ficar sem carne”, comenta.