Os casos de dengue deste ano, no Brasil, apresentaram queda em relação aos anos anteriores. A redução é de 99,2% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano. Na região de Ivaiporã, a tendência de redução também é confirmada pela 22ª Regional de Saúde (RS). Entretanto, mesmo com a redução, as ações de combate ao mosquito transmissor, devem ser mantidas durante todo o ano, alerta o Ministério da Saúde.
Conforme informações da 22ª RS, no ano passado foram 919 notificações da doença, sendo confirmados 298 casos. A redução no número de casos começaram a ser observadas a partir do segundo semestre de 2016. Neste ano, foram notificados 68 casos de pessoas suspeitas com dengue e apenas seis casos foram confirmados.
Outro vírus transmitido pelo mosquito, o chikungunya (CHIKV), também está em declínio depois do pico em 2016 na regional de Ivaiporã, quando houve quatro notificações e uma pessoa infectada com a doença. Neste ano, até agora, houve apenas uma notificação, porém após exames laboratoriais, o caso não foi confirmado.
Segundo o coordenador de endemias da 22ª RS, Claudio Nunes, o fim de um ciclo de epidemia não significa, no entanto, que o perigo de novas crises de dengue, zika ou chikungunya seja afastado. “É uma doença cíclica, ou seja, pode reaparecer periodicamente. De repente um descuido mínimo ela pode vir de forma mais preocupante e avassaladora ainda”.
Por isso, é importante que a população continue verificando o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito.
"É essencial que as prefeituras e a população continuem tendo o mesmo cuidado. Vamos continuar cuidando dos ambientes públicos, com a limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias. Não podemos relaxar. A prevenção precisa ser mantida durante todo o ano”, recomenda Nunes. (IVAN MALDONADO)