CIDADES

min de leitura - #

Casos de dengue têm queda de 93%

Da redação

| Edição de 15 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Até agora, o verão de 2017 de menor incidência de casos de dengue na região nos últimos quatro anos. Com três casos confirmados até a publicação do último relatório semanal da dengue, publicado ontem, dois em Arapongas e um em Apucarana, a área da 16ª Regional de Saúde (RS), registra uma queda de 93% no número de casos no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando foram 47 confirmações.

Imagem ilustrativa da imagem Casos de dengue têm queda de 93%


Além de menor número de casos, as notificações – quando há uma suspeita da doença – também apresentam queda. São 422 notificações contra 1.180 no ano passado, ou seja, 64% a menos. O levantamento foi feito com base nos boletins semanais publicados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Foram comparados boletins publicados entre a primeira e segunda semana de março.
Mesmo em relação a anos em que não houve registro de epidemia em municípios da área da 16ª RS ou em cidades vizinhas pertencentes a outras regionais, a evolução da doença ainda é menor. No comparativo com março de 2014, ano de menor incidência até agora, com 11 casos, o número de casos neste ano ainda é mais de 50% menor.
Os números surpreendem inclusive a Vigilância em Saúde da 16ª RS, admite o chefe da divisão, Marcos Vinícius da Costa. Segundo ele, ainda é muito cedo para determinar os fatores responsáveis pela queda – mesmo porque o verão e o ano epidemiológico ainda não acabaram -, mas ele destaca alguns pontos. “Acho que isso é reflexo de mais um fator. Primeiro, o trabalho de gestão feito nas esferas federal, estadual e principalmente municipal com o trabalho dos agentes. A questão da conscientização da população, que vem de um trabalho de anos também pode ter sua parcela”, comenta. Ele destaca ainda, a adoção de novas tecnologias de combate à dengue que vem sendo adotadas nos últimos anos. No ano passado, o governo iniciou projeto piloto envolvendo a inserção - em Maringá e Paranaguá - de mosquitos geneticamente modificados que são estéreis.
“Há também um larvicida que vem sendo usado que afeta o desenvolvimento do mosquito e há de se considerar a questão da vacinação (contra dengue) que, mesmo não beneficiando diretamente nossos municípios, pode estar surtindo efeito para nossa região por conta da alta mobilidade da população”, comenta reforçando que, por enquanto, esses fatores são conjecturas. “Temos que analisar melhor”, diz.
O único fator que não tem ajudado no quadro, segundo ele, é o clima, que continua propício para a proliferação do Aedes aegypti. “O ciclo de chuva e calor está típico da estação”, lembra.
Costa afirma que apesar dos números confortáveis e nenhum município estar na margem de risco de epidemia, dengue exige mobilização constante. “A conscientização e o combate diário à dengue não podem parar", lembra.