CIDADES

min de leitura - #

Casos de microcefalia crescem 4% e chegam a 1.326 no país

Folhapress

| Edição de 12 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

O número de casos confirmados de bebês com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso subiu para 1.326 no país. Os dados são de boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem, com informações contabilizadas até 7 de maio. Relatório anterior, com dados até 30 de abril, apontava 1.271 casos confirmados - aumento de 4% em uma semana.

Os casos confirmados estão espalhados em 484 municípios de 25 Estados. Os únicos sem confirmações são Acre e Santa Catarina. O Paraná tem quatro casos confirmados e quatro em investigação.

Apesar dos registros espalhados em diferentes pontos do país, o Nordeste, no entanto, ainda concentra a 90% dos casos confirmados, assim como 70% dos casos em investigação.

O boletim mostra ainda que, desde outubro de 2015, quando iniciaram as investigações, já foram notificados 7.438 casos de recém-nascidos com quadro suspeito de má-formação no cérebro.

Destes, cerca de metade já foram classificados após resultados de exames: 1.326 confirmados e 2.679 descartados. Os demais 3.433 permanecem em investigação.

A dificuldade de acesso aos serviços de saúde por famílias que moram no interior e o não comparecimento a exames já agendados são alguns dos fatores apontados pelas equipes técnicas como entraves para aumentar as confirmações.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos são descartados após exames não demonstrarem alterações no cérebro dos bebês ou apontarem causas não infecciosas para o problema, como fatores hereditários.

VÍRUS ZIKA

Entre os casos confirmados, 205 tiveram resultado positivo para o vírus zika em exames. A pasta diz considerar, porém, que a maioria dos casos esteja ligado a uma infecção prévia na gestação pelo vírus, identificado no país em abril de 2015.

Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica em que reforça a orientação de uso de preservativos masculinos ou femininos em todas as relações sexuais – mas, agora, também como forma de evitar a transmissão do vírus zika.

A medida, que vale especialmente para gestantes, ocorre "após análise das evidências científicas disponíveis", que "apontam para um possível estabelecimento de vínculo causal entre o vírus zika e a transmissão sexual". "A recomendação deve ser reforçada nas consultas individuais e nas ações em saúde sexual e saúde reprodutiva", diz a pasta no documento.

Além do uso da camisinha, a pasta orienta as gestantes a adotarem medidas que reduzam a presença do mosquito Aedes aegypti, tido como o principal meio de transmissão do vírus. Entre as medidas, estão a eliminação de recipientes com água parada, o uso de repelentes recomendados e de calças e camisas de manga comprida.

Imagem ilustrativa da imagem Casos de microcefalia crescem 4% e chegam a 1.326 no país