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Rodoviários de São Luís fazem greve para cobrar pagamento de reajustes

(via Agência Brasil)

| Edição de 16 de março de 2026 | Atualizado em 16 de março de 2026

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A paralisação do transporte urbano em São Luís, no Maranhão, chegou ao quarto dia nesta segunda-feira (16), sem qualquer previsão de acordo. Desde a última sexta-feira (13), as linhas urbanas da capital estão paradas, com apenas os ônibus do sistema semiurbano operando na Grande São Luís.

Para tentar resolver o impasse entre empresários e rodoviários, o Ministério Público do Maranhão agendou uma reunião para a tarde de hoje. O encontro contará com a presença de representantes dos rodoviários, das empresas e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), e terá como pauta principal a situação do transporte urbano.

A greve foi iniciada pelos rodoviários do sistema urbano de São Luís, que reivindicam o pagamento do reajuste salarial acordado com a Justiça do Trabalho, após o último movimento grevista realizado em fevereiro deste ano. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), houve progresso nas negociações envolvendo o sistema semiurbano, permitindo a continuidade da operação. No entanto, para o sistema urbano, ainda não há qualquer sinal de pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores.

“O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão segue acompanhando atentamente a situação, aberto ao diálogo e cobrando soluções do SET [Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros], que assegurem todos os direitos da categoria”, afirma a nota divulgada pelo sindicato.

Sem o transporte coletivo, a população tem recorrido a alternativas como vans, moto táxis, carrinhos-lotação ou aplicativos de transporte para se locomover.

Descumprimento de decisão

Em nota, a SMTT declarou que o movimento grevista é resultado do descumprimento, por parte das empresas de ônibus, da decisão da Justiça do Trabalho.

“Mesmo após a decisão judicial, as empresas não garantiram aos trabalhadores as vantagens determinadas pela Justiça do Trabalho, o que levou à greve no sistema urbano de transporte público”, diz a Secretaria, em nota.

A SMTT também afirmou que tem cumprido regularmente todas as suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público, realizando os repasses do subsídio às empresas em dia, sem qualquer dedução ou atraso. Além disso, a Prefeitura adotou medidas emergenciais, como a liberação de vouchers para uso em aplicativos de transporte.

Subsídios

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros rebateu as afirmações da SMTT, alegando que o subsídio pago pela prefeitura não sofreu reajuste desde janeiro de 2024, apesar de dois aumentos salariais e do aumento nos custos dos serviços. O sindicato também destacou que o acordo firmado na Justiça do Trabalho ocorreu sem a participação da prefeitura.

"As diversas greves que ocorrem desde 2021 são resultado do descumprimento do contrato por parte do município de São Luís, fato confessado em vídeo pelo próprio prefeito [Eduardo Braide], que, ao congelar o subsídio desde janeiro de 2024, colocou o sistema em colapso", afirmou o SET.

O sindicato também informou que está cooperando com os órgãos de Justiça e Controle na investigação dos motivos e responsáveis pela crise no setor. O SET afirma que tem buscado o diálogo, tendo protocolado diversos pedidos de reunião junto à SMTT desde o início de 2025 e mantém a disposição para o diálogo técnico sobre o transporte da cidade.

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Com informações da Agência Brasil