Comemorados sempre na primeira quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, os festejos de Corpus Christi celebram o Corpo de Cristo na hóstia consagrada. A festa é uma das mais bonitas da Igreja Católica por conta da procissão com as ruas todas enfeitadas, que formam um colorido tapete sobre o cinza do asfalto.
A celebração do Corpus Christi faz referência à última ceia de Jesus com seus apóstolos, quando ele pediu que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho. Na tradição cristã, ambos os itens se transformariam em seu corpo e sangue, respectivamente. Durante esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas para a passagem da procissão, com o intuito de adorar o corpo e o sangue de Cristo.
De acordo com o monsenhor Roberto Carrara, pároco da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, em Apucarana, a cerimônia de Corpus Christi é uma demonstração pública do quanto Jesus Cristo é importante para os católicos. “Jesus instituiu sete sacramentos, sendo a Eucaristia o mais importante deles. Por isso, a igreja realiza a celebração de Corpus Christi para conscientizar as pessoas da importância, santidade e grandeza da chamada transubstanciação, ou seja, da transformação de pão e vinho em corpo e sangue de Cristo”, destaca.
Os tapetes colocados no asfalto são feitos através de uma comunhão de entidades. São pastorais, paróquias e até escolas da cidade que se envolvem na criação. “Esses tapetes são um sinal de respeito. É uma preparação da rua para a passagem de Jesus Cristo”, afirma o monsenhor.
A tradição de enfeitar as ruas e avenidas por onde passam os fiéis e o Santíssimo é brasileira, tendo início na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Já procissão pelas vias públicas é uma recomendação do Código de Direito Canônico.
Em Apucarana, a Catedral Nossa Senhora de Lourdes inicia os festejos com uma missa às 9 horas. Já a procissão está marcada para ter início às 15 horas, com saída na Avenida Curitiba, próximo à Padaria Pão Quente. A catedral convida a todos que doem 1 quilo de alimento não perecível. (RENAN VALLIM)