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Centro de Detenção Provisória de Arapongas deve ser licitado em 2019

Renan Vallim

| Edição de 19 de dezembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O novo Centro de Detenção Provisória (CDP) de Arapongas deve ter seu processo licitatório aberto no próximo ano. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), o projeto executivo do prédio já está pronto, restando apenas finalizar o orçamento total da obra, que deve ser entregue no início de 2019. 

Imagem ilustrativa da imagem Centro de Detenção Provisória de Arapongas deve ser licitado em 2019

Em nota, a Sesp  informou que o processo de construção da nova unidade carcerária araponguense está progredindo. Segundo a nota, “a Paraná Edificações contratou uma empresa para fazer o projeto executivo, que foi entregue no dia 7 de dezembro de 2018. O orçamento global da obra ainda não está definido, a empresa deve entregar em janeiro de 2019”.
Através da finalização do projeto executivo, já é possível saber que o CDP terá 1.460 m² de área construída. O prédio será construído em um terreno de aproximadamente 5 mil m², doado pela prefeitura. O imóvel fica no final da Rua Rouxinol, numa área industrial da região sul da cidade, na saída para Apucarana.
O secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito, César Vinícius Kogut, acredita que a construção da unidade acontecerá em breve. “Acreditamos que a construção do CDP de Arapongas será uma das prioridades do novo Governo Estadual, que assume em janeiro. O prefeito Sérgio Onofre (PSC) tem bom relacionamento com o futuro governador Ratinho Júnior (PSC). Esta mudança de governo não deve atrasar o andamento do processo, que já está bem encaminhado”, diz.
O novo centro de detenção de Arapongas foi listado pelo governo eleito em entrevista à Tribuna dentro das prioridades para região.  
A nova carceragem de Arapongas terá capacidade para 136 presos. Hoje, os detentos da cidade ocupam a cadeia pública, anexa ao prédio da antiga delegacia, na Rua Tucanos. A estrutura foi construída para abrigar 46 presos, mas abriga uma população carcerária em torno de 180 pessoas.
A última fuga registrada no local aconteceu em agosto deste ano, quando sete detentos escaparam após serrar as grades do solário. As péssimas condições da cadeia já foram alvo de ação civil pública impetrada, em 2017, pela Defensoria Pública do Paraná.
“A cadeia atual está em péssimo estado, não oferece higiene adequada, além de facilitar fugas. Quando o CDP ficar pronto, acredito que a cadeia atual será desativada. O prédio é do governo do estado e deverá ter outra destinação, acredito”, diz Kogut.