Mesmo diante da crise sanitária causada pela pandemia de coronavírus, o Paraná vem mantendo a programação em dia para conquistar o status de Estado Livre de Febre Aftosa, Sem Vacinação. No Núcleo Regional de Ivaiporã da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), os profissionais em campo trabalhando para a conclusão do inquérito soro-epidemiológico do rebanho bovino, que é uma das etapas para certificação.
Juliana Seixas Garcia Pelloso, médica veterinária da Adapar, explica que a certificação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2021, será uma conquista muito importante que trará ganhos para o setor. “É o atestado de credibilidade da carne bovina produzida no Paraná para o mundo inteiro”.
Ela explica que o Paraná foi dispensado da vacinação em novembro e o inquérito será apresentado junto a OIE. “São etapas que a gente segue para se tornar área livre sem vacinação, e uma delas é o inquérito, para provarmos que não temos o vírus da febre aftosa circulando”.
O inquérito consiste na coleta de sangue de 10 mil bovinos de 330 propriedades de todo o Paraná. Na regional da Adapar de Ivaiporã as amostras estão sendo coletadas amostras em 27 propriedades dos 22 municípios da área de abrangência da regional. “Após coletarmos o sangue, os exames são realizados utilizando o soro que enviamos para o laboratório oficial do Ministério da Agricultura”, comenta.
Além da coleta de sangue, também foram realizadas fiscalizações em mais de 300 propriedades. “Como não temos mais a vacinação, a gente visita as propriedades para orientar sobre a atualização do rebanho”, comenta.
A campanha de atualização de rebanhos substituiu a vacinação contra a febre aftosa no Paraná e, neste ano, em razão da pandemia começou na sexta-feira (1.º de maio) e se estenderá por sete meses, até 30 de novembro. Normalmente, a campanha teria duas etapas, uma em maio e outra em novembro.
A atualização de rebanhos deve ser realizada preferencialmente de forma online, por meio do site da Adapar (www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho).
O atendimento presencial nas unidades da Adapar e instituições autorizadas só será feito quando cumpridas as orientações das autoridades sanitárias de saúde pública. Após 31 de outubro, a Guia de Trânsito Animal (GTA) somente será emitida acompanhada da atualização de todas as espécies animais existentes na propriedade.
COVID
Ainda segundo a veterinária Juliana, todos os servidores que trabalham no campo realizam o serviço protegidos por equipamentos de proteção contra o Covid-19, além de seguir as regras de distanciamento social.
“Nós temos a nossa roupa de campo, e recebemos também o macacão impermeável para a proteção contra o covid-19, uso de máscara, álcool gel, a gente tem todo esse cuidado para não contaminar o produtor e a gente também”, completa.