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Cesta básica fica quase 23% mais cara nos últimos seis meses em Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 05 de novembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Entre os meses de setembro e outubro de 2021, o preço dos treze itens da cesta básica teve um aumento de 4,85% em Apucarana, alcançando R$ 631,60. A pesquisa é do Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (Nucer) da Universidade Estadual do Paraná (Unespar). Desvalorização do real frente ao dólar e fator clima vem causando uma escalada de preços nos alimentos. Nos últimos seis meses, os mesmos alimentos tiveram uma alta de 22,9%.

Entre abril e outubro, a cesta passou de R$ 513,88 para R$ 631,60, uma diferença de R$ 117,72, segundo mostra a pesquisa da Unespar. Com a alta, uma cesta básica já equivale a mais da metade (57,4%) do valor do salário mínimo vigente, que é de R$ 1,1 mil.
No último mês, os vilões do supermercado foram a batata, com alta  alta de 48,52%, seguida do açúcar (11,14%) e das carnes (6,69%). Outros itens mais caros no mercado foram o café em pó (6,47%), tomate (3,33%), óleo de soja (2,36%), manteiga (1,22%) e pão francês (0,75%). 
De outro lado, as houve redução de preços em itens como arroz (-2,17%), leite (-1,96%), feijão (-1,89%) e banana prata (-0,21%). 
Segundo o economista e professor da Unespar, Rogério Ribeiro, os alimentos estão subindo por questões relacionadas ao clima e ao câmbio. “No primeiro semestre tivemos geadas e no segundo seca. Muitos componentes da cesta básica tiveram fortes elevações nos preços. A batata estava sendo vendida no Ceasa por R$ 95 a caixa com 50 kg no final de setembro. No final de outubro, o preço na estava R$ 150. Já o açúcar tem subido por ser uma commoditie com preço determinado em dólar, assim como a soja e o trigo. Daí, além do aumento de preços no mercado internacional, ainda temos o impacto da desvalorização da nossa moeda”, analisa.
O economista explica que o grupo alimentação e bebidas é o que está puxando a inflação mensal juntamente com despesas com transportes. Como a tendência de alta deve continuar, a inflação dos alimentos deve se agravar e impactar no orçamento da maioria das famílias. 
“Muitos trabalhadores não tiveram a reposição da inflação de forma integral em seus salários e ainda estamos tendo aumentos de custo de vida”, destaca.

CONSUMIDORES
Frente a alta dos preços, escolher entre um ou outro alimento virou rotina para muitos consumidores. “Está difícil alguém comer uma verdura se alimentar bem, ainda mais os que ganham o salário mínimo. Eu, graças a Deus, tenho um recurso um pouco melhor, mas mesmo assim está muito difícil. Se comprar uma carne não tem como comprar uma verdura”, afirma o aposentado Eleomar Horádio da Silva. 
O aposentado Alfredo Iadashi, 64 anos, afirma que está reduzindo o volume das compras. “Os alimentos estão todos caros, está tudo muito alto. Estou precisando escolher o que levar para casa, tenho que levar um pouquinho de cada coisa, para poder ter alguma variedade na mesa”, comenta. (COLABOROU LIS KATO)