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Chegada do acelerador linear garante radioterapia para Apucarana e região

Da Redação

| Edição de 21 de novembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma grande logística foi montada para fazer o descarregamento do acelerador linear que vai garantir o atendimento de radioterapia em Apucarana. A Unidade de Tratamento de Câncer do Hospital da Providência recebeu ontem o equipamento, que é o mais moderno do Paraná, e cuja peça principal pesa mais de cinco toneladas. Além de dois caminhões, a operação contou com guindaste e empilhadeira, sendo também necessária a interdição parcial da Rua Osório Ribas de Paula.

O início dos trabalhos foi acompanhado pelo prefeito de Apucarana, Junior da Femac, por Altimar Carletto, chefe da 16ª Regional de Saúde, pela diretora-geral do hospital, irmã Geovana Aparecida Ramos, e pelo diretor-executivo, Guilherme Borges, além de médicos, profissionais do setor de oncologia e pacientes. 
Classificando o momento como histórico, Junior da Femac lembrou que o acelerador linear foi viabilizado mediante a intermediação do ex-prefeito e atual secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e do deputado federal Sérgio Souza, junto à direção da Itaipu Binacional. O equipamento importado dos Estados Unidos teve um custo de cerca de R$ 5 milhões. 
Junior da Femac também salienta a união da Prefeitura, Hospital da Providência e sociedade para viabilizar os recursos para a construção da unidade. “O Município, com a aprovação da Câmara de Vereadores, repassou R$ 1 milhão como contribuição para a construção da unidade onde o acelerador está sendo instalado. A obra começou em fevereiro e já está 95% finalizada. Tudo aconteceu conforme planejado”, avalia, lembrando que o investimento total na unidade será de cerca de R$ 8 milhões, somando a estrutura física e equipamentos. 
O prefeito destaca que o Hospital da Providência já mantinha um centro de oncologia, com consultas, quimioterapia e cirurgias. “A partir de agora, o setor estará completo com o serviço de radioterapia e os pacientes não precisarão mais se deslocar até Londrina. Quem tem um familiar que já fez radioterapia sabe como o paciente sai das sessões. Nas primeiras, a pessoa responde bem, mas na terceira ou quarta sessão Londrina já começa a ficar bastante distante”, pontua.  

Compromisso 
de zerar filas
De acordo com a irmã Geovana Ramos, o equipamento levará cerca de dois meses para ser totalmente montado. Nos próximos dias, uma equipe de especialistas norte-americanos vai trabalhar na instalação do aparelho. “O equipamento veio totalmente desmontado. Acreditamos que os técnicos e engenheiros levarão duas semanas para montar a base e mais uns 30 ou 40 dias para montar o restante. É um serviço complexo, que envolve mecânica, logística de dados e informatização”, explica a diretora do hospital. 
Ainda de acordo com a irmã Geovana, o ambiente onde ficará o aparelho foi devidamente preparado. “As paredes da sala têm uma grande espessura e são revestidas com aço para isolar a radiação liberada pelo aparelho”, frisa, afirmando que a estrutura deverá atender 70 pessoas diariamente. “Caso tiver ainda mais procura, vamos abrir um terceiro turno e, se for necessário, vamos atender à noite também para que não haja fila de espera. Esse é o nosso compromisso com a população e os nossos apoiadores”, reitera.