Depois de 40 dias de estiagem, o Vale do Ivaí registrou chuva. A precipitação acumulada média na região de Ivaiporã até a manhã desta sexta-feira estava em 14 milímetros. Bom para os produtores de soja que planejam o início do plantio para os próximos dias.
“Com a chuva já dá para plantar e germinar, mas tem que correr o risco porque a umidade do solo não é suficiente para manter a planta. Há necessidade de pelo menos uma chuva nos próximos 15 dias para ajudar no desenvolvimento”, diz o engenheiro agrônomo Sergio Carlos Empinotti do Departamento de Economia Rural (Deral) de Ivaiporã.
Empinotti acredita que pelo menos 20% dos produtores devem iniciar o plantio da soja na próxima semana. “Alguns vão esperar mais chuva porque a terra estava muito seca e preferem não arriscar”.
Nesta temporada, o plantio da cultura no Vale do Ivaí em relação à anos anteriores está atrasado. Na regional da Seab de Ivaiporã, que tem 15 municípios, mais de 20% da área já estava semeada neste mesmo período, no ano passado.
Normalmente, muitos produtores preferem adiantar o plantio entre setembro e outubro para que, em fevereiro, possam semear o milho safrinha que, além de ser bom para a rotação de culturas, também se encontra com preços muito bom. “Existe um risco maior de plantio do milho depois de fevereiro. O clima rica mais frio e tem o risco de geada”.
ÁREA E PREÇO
Para a safra 2020/2021, a previsão do Deral é que a área cultivada com o plantio da soja na regional de Ivaiporã tenha crescimento de 4% , ocupando quase 163 mil de hectares. Na safra anterior, os produtores plantaram 156,8 mil hectares.
Na região de Apucarana, segundo o Deral, a área estimada a ser plantada será 125,5 mil hectares. “A principal cultura de verão é o soja, no ano passado nesse mesmo período os produtores já estavam com 6% do plantio realizado, esse ano, por enquanto nada”, comenta o técnico do órgão, Adriano Nunomura.
Ainda de acordo com o técnico, o preço do soja está bastante atrativo, quase que 90% maior do que no ano passado. “No ano passado era em torno de R$75 a saca, hoje o preço está em torno de R$140. Em relação aos preços, os agricultores estão animados para plantar, o problema é que não podemos prever que esse valor vai se manter até a colheita. A tendência é os preços continuem altos” detalha. (COLABOROU SÍLVIA VILARINHO)