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Chuvas de novembro batem recorde

Renan Vallim e Ivan Maldonado

| Edição de 25 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O mês de novembro ainda não acabou, mas a quantidade de chuvas registrada na região já ultrapassou com folga o dobro da média histórica para o período. Este já é o novembro mais chuvoso desde 1997, quando o Instituto Simepar iniciou as medições pluviométricas. A principal causa é o fenômeno El Niño, o mais forte dos últimos 20 anos, cujos efeitos vem crescendo.

Imagem ilustrativa da imagem Chuvas de novembro batem recorde

De acordo com dados do Instituto Simepar, a média histórica para o mês de novembro em Apucarana é de 150 mm. Mas neste ano, de 1º de novembro até a tarde de ontem, já havia chovido 345 mm², o que equivale a um número 130% acima da média.

A grande quantidade de chuvas tem gerado transtornos praticamente todos os dias em toda região. Ontem em Marumbi, o Ribeirão Cambará alagou a BR-466, entre o município e o distrito de São José, em Jandaia do Sul. Veículos foram impedidos de passar pela via e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) orientou motoristas a procurarem alternativas.

“Neste ano, estamos com o El Niño bem configurado, o que contribui para a força das chuvas e instabilidade climática. O fenômeno climático deixa a atmosfera mais úmida. Essas chuvas devem continuar pelas próximas semanas e até mesmo meses”, diz Sheila Paz, meteorologista do Simepar.

O El Niño deste ano já é o mais forte dos últimos 20 anos e, se continuar com a tendência de crescimento, deverá se tornar o mais forte registrado nos últimos 65 anos, segundo meteorologistas. O El Niño é um fenômeno natural resultado da interação entre o oceano e a atmosfera na região equatorial do Oceano Pacífico.

RIO IVAÍ

O nível das águas do Rio Ivaí no distrito de Porto Ubá, em Lidianópolis, preocupa os moradores. Na região de Ivaiporã, o acumulado de chuva do mês de novembro é ainda maior. Até o meio-dia de ontem, eram 397 mm, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).

Com histórico de enchentes na região, o rio chegou ontem 5 metros acima do nível normal. Segundo Marildo Oliveira, coordenador da patrulha ambiental e secretário municipal da Defesa Civil de Lidianópolis, as famílias ribeirinhas já foram alertadas e, caso o nível suba mais um metro, elas terão que sair das casas.

“Estamos muito preocupados, já que existe previsão de mais chuva. O problema é que se continuar chovendo, o nível do rio pode chegar rapidamente a 7 metros e as coisas se complicam”, explica Oliveira. Com 6,20 metros acima do nível normal, algumas casas já começam a ser alagadas.

Na última grande enchente, em junho de 2013, o rio chegou a subir 7,3 metros. Pelo menos 10 casas no Distrito de Porto Ubá foram alagadas e quatro famílias ficaram desabrigadas.