CIDADES

min de leitura - #

Civil prende mulher suspeita de aplicar ‘golpe da festa infantil’

DA REDAÇÃO

| Edição de 23 de dezembro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Aproximadamente 20 famílias foram vítimas de um golpe ao contratar uma profissional que oferecia um pacote de festas infantis em um buffet de Apucarana. Segundo a Polícia Civil, que investiga os crimes, o número de lesados pode ser ainda maior.

O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha, informou que na semana retrasada a dona do buffet procurou a polícia e relatou que uma ex-funcionária estava aplicando golpes na cidade. “Desde que a denúncia foi feita, estávamos investigando, na segunda-feira (21) a Polícia Militar (PM), prendeu em flagrante a suspeita que tem 20 anos, no momento que tentava aplicar o golpe. Ficou bem claro a configuração do crime”, explica.
Ainda de acordo com o delegado, a polícia ouviu ontem duas vítimas. O prejuízo de uma delas foi de R$ 1,8 mil cada. “Essas pessoas pagaram esse valor por festas que não vão acontecer. A suspeita foi autuada em flagrante pelo crime de estelionato. Agora, a partir da prisão dela, esperamos que as outras vítimas também procurem a delegacia, a partir de 4 de janeiro, pois estamos em recesso, para formalizar as denúncias”, afirma.
De acordo com a polícia, a suspeita, que havia encerrado seu vínculo de trabalho em um buffet infantil na cidade, dizia que ainda estava trabalhando para a empresa e, desta forma, firmava contratos falsos. “Essa pessoa prejudicou a empresa, prejudicou o sonho dessas pessoas, falsificou documentos em nome da empresa. Agora ela está presa e esperamos que mais pessoas procurem a polícia”, ressalta.
A advogada da dona do buffet, Tais Mariano, repassou que a ex-funcionária teve acesso à agenda do estabelecimento no período em que trabalhava na empresa e entrou em contato com possíveis clientes. “Ela falava que iria levar bolo para provar, enfim, falava com essas pessoas, agendava festas e pedia pelo pagamento. Ela mandava a pessoa depositar dinheiro em várias contas, tanto dela quanto de parentes. Como ela tinha acesso aos contratos, pegou o modelo e saiu vendendo festas. A pessoa pagava e não tinha festa nenhuma. A dona do buffet foi instrumento para que ela pegasse dinheiro de outras pessoas”, explica.