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Clientes reclamam de atendimento bancário

DA REDAÇÃO

| Edição de 05 de fevereiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Desde o início da pandemia, a fila dos bancos tem virado quarteirões. O excesso de tempo de espera e as condições a que são submetidos os clientes tem causado inúmeros transtornos que devem avaliados pelo Ministério Público Federal. Há casos de espera por cinco horas até se conseguir atendimento e idosos sem prioridade nas filas.

Foi o que aconteceu com a arquiteta Carina Müller, de Apucarana, que esperou de mais de cinco horas na fila de atendimento na Caixa. Ela relata que teve que ir à agência na segunda (1º), pois sua conta foi bloqueada após uma tentativa de invasão e só poderia ser desbloqueada conversando pessoalmente com o gerente. “Recebi um papel que dizia: apresente este comprovante para seu gerente”, explica a arquiteta, que chegou às 11h05 no banco. 
Após uma hora e meia na fila, uma funcionária do banco afirmou que só seriam atendidas pessoas que estavam até um determinado ponto da fila, do qual ela não fazia parte. “E quem estava logo atrás? Eu. Então, eu disse que não ia sair. Fiquei até as 16h30 e fui atendida pelo gerente, após receber orientações da polícia”, afirma a arquiteta que denunciou o caso ao Ministério Público, Procon e Banco Central.
Aos 70 anos, o psicólogo Henrique Benevenuto enfrentou problema parecido na mesma agência. “Na primeira vez, estava na fila, até que um guarda mandou esperar e fiquei mais 45 minutos, quando entrei em outra fila para entregar os documentos disseram que não podiam mais atender, pois a prioridade era só para quem receberia o Auxílio-Emergencial”, disse.
Ele voltou na terça-feira (03) e presenciou um tumulto fora da agência por falta de informação. “Teve dado momento que até os funcionários do banco começaram a se desentender entre eles, porque não conseguiam orientar os clientes e estavam brigando”, relata. 
O Ministério Público de Apucarana confirma que recebeu a denúncia, mas por ser um banco estatal encaminhou o caso ao Ministério Público Federal. A assessoria do MP citou que recebeu outra denúncia em relação à uma cliente do Banco Itaú, uma idosa, e que encaminhou um ofício para o gerente da agência.
A assessoria da Caixa Econômica Federal não se manifestou a respeito.
O coordenador do Procon de Apucarana, Luiz Carlos Balan diz que a equipe tem trabalhado intensamente para não deixar os consumidores desassistidos. “Dentro de nossas limitações legais, procuramos dar suporte aos clientes. Quanto ao caso ocorrido em Apucarana, com a cliente da Caixa Econômica, estou passando para o banco para que seja solucionado”, complementa. 

FECHADA
Um caso de suspeita de covid fechou na manhã de ontem a agência do Itaú de Apucarana. A unidade localizada na Praça Rui Barbosa, área central da cidade, não abriu ontem para realização de procedimentos de desinfecção. De acordo com informações repassados pelo banco, a agência precisou ser fechada devido à um colaborador estar com suspeita de Covid-19.