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Clima quente aumenta preocupação com mosquito da dengue na região

Ivan Maldonado

| Edição de 27 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Com o clima esquentando e inverno chegando ao fim, o ambiente fica propício para a proliferação do mosquito da dengue. O alerta é da 22ª Regional de Saúde (RS) de Ivaiporã que neste ano registrou 874 notificações de pacientes com suspeita de dengue, sendo que em 277 foi confirmada a doença. Dos casos suspeitos, 113 ainda estão pendentes de resultado no laboratório do Estado.

Imagem ilustrativa da imagem Clima quente aumenta preocupação com mosquito da dengue na região

Os meses de inverno costumam frear a proliferação do mosquito, o que reduz o risco de transmissão de dengue. Apesar da trégua, o coordenador de endemias da 22ª RS, Claudio Nunes, diz que a população deve continuar alerta e que a prevenção continua sendo o maior remédio. “Infelizmente se não houver cooperação entre a população e as prefeituras, a tendência é termos um aumento de casos de dengue, principalmente nas épocas de pico, entre outubro e o final de junho do próximo ano”, comenta Nunes.

Para o coordenador de endemias, após esse surto do primeiro semestre, existe agora uma preocupação maior com a dengue hemorrágica que, se não for tratada com rapidez, pode levar à morte. No geral, a dengue hemorrágica é mais comum quando a pessoa é infectada pela doença pela segunda vez. “Quando a doença começa a aparecer numa região, ela não é tão emblemática. Só que num segundo momento, os riscos de uma pessoa ser infectada pela segunda vez são bem maiores”, destaca Nunes.

Em Ivaiporã, onde no primeiro semestre houve situação epidêmica com 179 casos confirmados, a Prefeitura intensifica as ações para evitar que uma nova epidemia se instale no município nos próximos meses, relata a secretária de Saúde Janaina Barbosa.

Segundo ela, houve aumento no quadro de agentes de endemias, que passaram de 8 para 15 e o trabalho passou a ser setorial. As ações nos bairros também acontecem permanentemente, com a área urbana coberta por agentes comunitários de saúde e agente de endemias realizando visitas domiciliares e nos comércios para orientação quanto a eliminação de criadouros.

“O trabalho dos agentes que antes era em grupo e demorava muito tempo, passou a ser por setor. O agente estará frequentemente na mesma região, criando laços com as famílias do setor e tendo menor espaço de tempo de visitas na mesma casa. Ficou parecido com o trabalho que é feito pelos agentes de saúde”, explica Janaina.

Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária, Julho Spack, o último Levantamento do Índice Rápido do Aedes Aegypti (Lira), feito em Ivaiporã aponta índice de 0,3%.

“É um índice considerado de baixo. Mesmo assim, é importante o controle dos depósitos de água pela população, que deve lavar e manter tampados os tambores e caixas d’ água e procurar desentupir as calhas, entre outras medidas para manter baixa infestação do mosquito”, alerta Spack.