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Clima tenso marca início das investigações na Araupel

Da Redação

| Edição de 09 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Paraná começaram a investigar ontem a morte de dois trabalhadores rurais sem-terra em confronto com policiais militares em Quedas do Iguaçu, na Fazenda Araupel. Dois integrantes do movimento foram presos.
Ontem, em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública Wagner Mesquita, destacou que existe uma milícia armada atuando no MST e afirmou que o primeiro disparo partiu de integrantes do movimento. O secretário, entretanto, reviu a versão de emboscada divulgada inicialmente.
A informação sobre o disparo partiu de um depoimento prestado por Pedro Francelino, 33 anos, um dos presos. Quem teria disparado o primeiro tiro seria Vilmar Bordim, uma das vítimas e com quem, segundo a polícia, teria sido encontrada uma pistola calibre 380. Segundo a polícia com o segundo integrante morto, identificado pelo MST como Leomar Bhorbak, de 25 anos, também foram encontradas armas.
Já o MST pede que a Polícia Federal investigue as mortes. Em nota, o movimento afirma que as vítimas foram baleadas pelas costas, o que reforça a tese que os sem-terra é que teriam sido emboscados e que a PM removeu as vítimas sem o IML e interferiu na cena.
O município está sob forte esquema policial.