Apesar do prazo determinado pela prefeitura para a Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de Apucarana (Cocap) regularizar a licença ambiental ter encerrado, a coleta seletiva continua sem alterações em Apucarana. Ontem a entidade trabalhou normalmente.
O barracão da entidade está há três anos sem licença ambiental concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o que permite a suspensão do contrato entre Cocap e Prefeitura.
A direção da cooperativa agora descarta a suspensão das atividades e promete buscar soluções para as dificuldades encontradas na obtenção de documentações e licenças.
O vice-presidente da cooperativa, Marcos Paulo de Oliveira, explica que a entidade está realizando a coleta seletiva normalmente. “O serviço não foi paralisado em nenhum dia. Estamos trabalhando como sempre fizemos, atendendo perto de 100% da cidade, buscando fazer o melhor serviço possível”.
Ele ressalta que as pendências administrativas da entidade estão em processo de serem sanadas. “A Cocap está correndo atrás de resolver esses problemas e já recebemos uma sinalização da prefeitura de que eles irão nos ajudar no que for possível”, diz. A Prefeitura e a Cocap devem realizar uma reunião para acertar os detalhes desse aspecto da parceria.
Na semana passada, a direção da Cocap havia informado que a licença ambiental exigida pelo IAP não poderia ser renovada como exigia a Secretaria do Meio Ambiente de Apucarana (SEMA). A secretaria havia notificado a cooperativa, informando que, caso toda a documentação não fosse entregue até ontem, havia o risco de suspensão do contrato.
O principal entrave para a cessão da licença é o acondicionamento de cerca de 200 mil lâmpadas fluorescentes no local. Essas lâmpadas, que possuem compostos químicos nocivos ao meio ambiente. A responsabilidade do material é alvo de processo judicial. O Ministério Público de Apucarana acompanha o caso.
A cooperativa coleta cerca de de 350 toneladas de recicláveis por dia e tem 35 coletores.