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Colégio agrícola convive com insegurança

Renan Vallim

| Edição de 15 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com uma área de 40 alqueires, boa parte dela sem cercas, o   Colégio Agrícola Manoel Ribas, em Apucarana, tem se tornado alvo constante de furtos. Professores e alunos se sentem inseguros e pedem mais vigilância, principalmente no espaço em que as atividades de campo são desenvolvidas.

Imagem ilustrativa da imagem Colégio agrícola convive com insegurança
Área de plantio do colégio, que possui cerca de 40 alqueires, é a mais afetada por invasões e furtos | Foto: Delair Garcia


O último furto aconteceu na madrugada de domingo (13). Foi levada uma lona da área de silos da unidade. O prejuízo, de R$ 700, soma-se a vários outros e é fruto da convivência forçada da escola com o crescimento da cidade. 
“O colégio está com 59 anos. Ao longo desse tempo, a cidade foi crescendo e, hoje, somos um espaço rural cercado por bairros urbanos. Com isso, os furtos foram aparecendo. Eles são eventuais, mas acontecem”, explica o diretor da Unidade Didático-Produtiva (UDP), Júlio César Pedroso.
O furto da lona está longe de ser um dos maiores prejuízos para o colégio, que já viu até um caminhão ser levado. “Já tivemos furtos de animais, de produtos cultivados, de ferramentas, uma série de coisas. Também sofremos com invasões. Já tivemos casos de pessoas que cercaram uma parte da propriedade da escola, cavalos já foram soltos aqui, prejudicando lavouras, entre outros problemas”, diz Pedroso.
Segundo ele, os crimes já motivaram a instalação de câmeras na área das salas de aula. “O colégio agrícola possui duas grandes áreas. A primeira é onde ficam as salas de aula. Esta, não temos problema. A outra área é onde fazemos o cultivo agrícola. Ela é uma área aberta de 40 alqueires e não temos condições de fazer a vigilância. Já solicitamos à Secretaria Estadual de Educação (Seed) que a área fosse cercada, mas a extensão faz com que os custos cheguem a mais de R$ 250 mil, o que é inviável”, relata.
O professor Walangiery Caçador afirma que os profissionais que trabalham no colégio se sentem inseguros. “Precisamos de mais vigilância. Recentemente, um projeto meu com os alunos não chegou ao final por conta de bandidos. Estávamos fazendo pesquisas em uma plantação de milho, mas antes da avaliação dos resultados, todas as espigas foram roubadas. Isso gera uma frustração muito grande”, diz.
Com mais de 300 alunos, o Colégio Agrícola Manoel Ribas, assim como outras instituições de ensino desta modalidade, tem alunos alojados em sistema de internato. Cerca de 130 alunos dormem nos alojamentos. “Nunca tivemos problemas na área dos alojamentos, mas o espaço de plantio é constantemente invadido. O prejuízo não é apenas financeiro, mas também didático. Quando levam algo daqui, as aulas ficam prejudicadas”, avalia Pedro Henrique Serafim, de 17 anos.