CIDADES

min de leitura - #

Colheita do milho atrasa, mas cotação sobe

Da Redação

| Edição de 22 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A colheita de milho segunda safra, iniciada no começo de julho, caminha a passos lentos em relação ao ano passado. Na regional de Ivaiporã da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), que tem 15 municípios, até agora apenas 15% da área de plantio de 50 mil hectares foram colhidos, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral). No ano passado, nesta mesma época a colheita já alcançava 48%. 
Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti, chuvas no início de julho e o clima mais frio desencadearam dificuldades na colheita. “A umidade do milho também está muita alta por causa do frio e para não perder muito na comercialização, o pessoal está esperando um pouco mais para avançar com a colheita”. A colheita na região deve ser concluída até o final de agosto. 
Ainda segundo Empinotti, a expectativa inicial de produtividade de 5 mil quilos por hectare - 201 sacas por alqueire - também não deve ser alcançada. “Boa parte das lavouras do milho passaram pela estiagem na fase de floração e frutificação e não recuperaram. Apesar das primeiras colheitas apresentarem uma boa produtividade a previsão é de queda de 20% em relação à safra passada”, completa Empinotti. 
PREÇO EM ALTA
A boa notícia para os produtores, é com relação aos preços do cereal, que mesmo com a colheita da segunda safra avançando no estado, permanece bom. Ontem, o mercado do milho em Ivaiporã estava cotado à R$ 41,90 a saca de 60 quilos. Em 2019, no início do plantio a cotação o produto era cotada à R$ 28,00, um aumento de 49,6%.