Modalidade representa 40% dos atendimentos do Procon de Apucarana
A telefonia continua liderando o ranking de reclamações ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), de Apucarana. Por dia, em média, dos 30 atendimentos realizados, doze são relacionados à telefonia, o que representa 40%. A principal queixa do consumidor neste caso é sobre cobrança indevida.
Porém, diferente de anos anteriores, hoje em dia, são os famosos combos, incluindo telefone, internet e TV a cabo, que têm levado os consumidores até o Procon. “Percebemos que os consumidores estão atentos às mudanças de plano após os primeiros três meses de contrato”, observa o diretor geral do Procon, de Apucarana, José Carlos B
alan.
De acordo com Balan, a principal queixa dos consumidores é sobre alterações nos valores cobrados. “As operadoras oferecem um preço especial para assinar o serviço por três meses. Depois desse período, o preço e o serviço são alterados, muitas vezes, diminuindo a quantidade dos canais ofertados e aumentando o preço”, argumenta.
Porém, na maioria dos casos, segundo o chefe do Procon, a mudança está prevista no contrato que foi assinado. “Por isso, o consumidor precisa ler todo o contrato. Isso, às vezes, não ocorre porque o contrato não é entregue ao cliente no ato da venda, ficando disponível somente via internet”, ressalta.
Ele cita que, recentemente, foi conferir um contrato no site e estava faltando justamente a página que falava da alteração de preço. “Entramos em contato com a operadora para solucionar o problema. Antes de contratar qualquer serviço, o consumidor deve ler todas as cláusulas”, orienta.
Na maioria das vezes, conforme Balan, o consumidor se sente lesado, porque não estava preparado para o aumento naquela conta. “De repente, o aumento é de R$ 30 por mês, o que não parece muito, mas não são somente R$ 30, são R$ 360 no final de um ano de contrato”, observa.
Nos dois primeiros meses deste ano, a unidade realizou cerca de 500 atendimentos. No primeiro semestre foram 5,8 mil atendimentos, sendo 35% referente à telefonia, 25% bancos e financeiras, 21% comércio em geral, 12% vendas online e 7% outros.
(VANUZA BORGES)