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Comércio de rua adota ‘Black Friday’ e promete promoções

Vanuza Borges

| Edição de 22 de novembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Sucesso na internet por ser sinônimo de preço baixo, a Black Friday ganhou o comércio de rua. Em Apucarana, as lojas iniciaram a semana com um verdadeiro “aquece” para a famosa sexta-feira negra, que é tradição nos Estados Unidos. Com descontos que chegam a 70% e estoques abastecidos, os lojistas esperam fechar o mês com saldo positivo. A estimativa dos comerciantes é vender até 30% a mais que no mesmo período do ano passado.

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A promoção, que chegou ao Brasil em 2010 somente nas lojas online, passou a ser um atrativo a mais ao longo do ano para o comércio de rua. O gerente de uma rede de lojas, Ricardo Pires, de Apucarana, garante que a data veio para ficar e faz a diferença. “Começamos a semana já no clima da Black Friday. Por isso, fazemos a Black Week. Já reforçamos os estoques e, além de celulares com preços diferenciados, os descontos chegam a 70%”, diz.

Apesar do alvo inicial da Black Friday ser produtos smartphones e televisores, Pires garante que as promoções da linha branca são as mais esperadas. “Os nossos clientes aguardam já aguardam essa data. A linha de eletrodomésticos é a que registra maior saída”, afirma.

Ricardo Bernardi, gerente de outra rede de lojas, também aposta da Black Week, ou seja, na semana negra, para impulsionar as vendas. “Os clientes já aderiram a ideia e, para atendê-los, já triplicamos o nosso estoque, em especial, de linha marrom, que inclui colchões, estofados e sofás”, sublinha.

Bernardi comenta que a Black Friday vai ajudar a equilibrar as vendas do mês. “Tivemos dois feriados neste mês, mas acreditamos numa reação nas vendas. Até agora já percebemos um avanço de 30% em comparação ao mês anterior”, calcula.

Além de descontos, que chegam a 70%, o gerente revela que a forma de pagamento também é diferenciada. “Garantimos descontos mesmo que o cliente leve o produto parcelado ou no carnê. Também aproveitamos o fluxo maior de pessoas na loja para divulgar nossas ofertas de dezembro”, revela.

Quem também está animado é Pedro Henrique Silva Santos, gerente de uma loja de confecções. “É uma semana que dá um resultado significativo nas vendas. Já preparamos a loja na segunda-feira, para o cliente que passar em frente à vitrine já conferir as novidades. Esperamos vender 30% a mais que em 2015”, comenta.

A operadora de caixa, Esir dos Santos Barbosa aproveitou o dia de folga para pesquisar preços de fogão. Com a Black Week, ela não só pesquisou, mas também comprou. “Valeu a pena”, garante. Ela conseguiu um desconto de 25%, o que representou uma economia de R$250.

Já a costureira Josélia Dubiel, preferiu pesquisar um pouco mais. “Apesar das ofertas, o preço ainda está alto”, reclama.

A presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sivana), Aída Assunção, avalia que promoção é mais um atrativo para o comércio, porém ainda não exige que o atendimento seja estendido fora do horário comercial. “As lojas vão funcionar no horário normal, mas os lojistas estão confiantes”, sublinha.