Um homem, de 70 anos, de Arapongas é a última vítima fatal do vírus H1N1 na área da 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, que abrange 16 municípios da região. Com a morte do idoso, no dia 18 de julho no Hospital João de Freitas, sobe para oito o total de óbitos por Gripe A neste ano, sendo cinco por H1N1, versão mais severa do vírus. Os outros três casos são por Influenza A, não subtipada. Durante todo o ano passado foram registrados apenas dois casos de Influenza D, um resultou em óbito, de um homem. Não houve nenhum registro de casos ou morte por H1N1. Os óbitos mostram o avanço da doença este ano em todo o território nacional, que começou a registrar surtos em março.
A 16ª RS também investiga outro óbito suspeito em Apucarana. No Estado, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesa), foram 209 mortes, sendo 190 por H1N1.
Com o último caso confirmado, Arapongas soma três óbitos, sendo dois por H1N1 e um por Influenza A. No mês passado, um homem, de 43 anos, morreu vítima de Influenza A. Outro, de 42, morreu decorrente de complicações do vírus H1N1 no município. De acordo com a chefe do departamento epidemiológico, da 16ª RS, Cacilda do Prado, a vítima foi internada no dia 3 de junho com febre e falta de ar. “Foi administrado Tamiflu, conforme recomendado, e não tinha nenhuma doença crônica”, diz. Ainda segundo dados médicos, ele era ex-fumante.
Sobre o caso do idoso, Cacilda comenta que ele oi internado no Hospital João de Freitas no dia 22 de junho. “Chegou a receber alta, mas voltou a ser internado novamente várias vezes”, afirma. A vítima, segundo a chefe do departamento epidemiológico, não havia tomado a vacina contra a gripe e era hipertensa.
Já o caso de óbito de Apucarana que está em investigação, de acordo com Cacilda, trata-se de um homem, de 52 anos, que veio a óbito na última segunda-feira no Hospital da Providência. A princípio a vítima não tinha quadro de doença crônica. “O caso ainda está sob investigação médica”, observa.
Sesa faz alerta
Dos oito óbitos registrados na Regional de Saúde, de Apucarana, apenas em um caso a vítima tem mais de 60 anos. A maior parte dos óbitos foi registrada na faixa etária entre 40 e 60 anos. O paciente mais jovem que morreu de gripe foi uma mulher, de 28 anos. De acordo com o último boletim divulgado pela Sesa, são três óbitos em Apucarana, sendo as vítimas duas mulheres, de 28 e 57 anos, e um homem, de 48 anos; três em Arapongas, sendo os três, homens, de 70, 43 e 42 anos; Califórnia, um homem, de 58; e Jandaia do Sul, uma mulher, de 53 anos.
Diante do cenário, a Sesa faz um alerta justamente para as pessoas que estão fora do grupo de risco que foi imunizado, para não se descuidar. Segundo o último boletim, das 190 mortes confirmadas por H1N1 desde o início do ano no Estado, 32,6%, o que representam 62 óbitos, são de pessoas entre 50 e 59 anos. “Estamos atentos ao aumento permanente de casos e óbitos na faixa dos 50 anos. Mesmo não sendo idosas, essas pessoas devem ter um cuidado especial para evitar a infecção por gripe e, ao apresentar sintomas, procurar atendimento médico imediatamente”, reforça a chefe do Centro estadual de Epidemiologia, Júlia Cordellini.
Ainda de acordo com Júlia, em geral, essa é uma faixa etária que está no mercado de trabalho, tem uma vida ativa e, por isso, acaba descuidando da saúde. “Eles precisam saber que a doença pode sim ser fatal se o quadro agravar, e o tratamento é muito mais eficaz nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas”, diz.(COM AEN)