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Confronto entre sem-terra e PM resulta em dois mortos

Folhapress

| Edição de 08 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Dois trabalhadores sem-terra morreram e ao menos seis ficaram feridos após entrarem em confronto com a Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (7) na cidade de Quedas do Iguaçu, região oeste do Paraná. Ontem, as versões sobre as causas do enfrentamento eram contraditórias.
A Polícia Militar afirma que foi vítima de uma emboscada e que foi ao local para tentar ajudar a combater um incêndio. Já, o MST nega e diz que a polícia foi ao local para tentar retirar o grupo, que ocupa, desde julho de 2014, as terras da Araupel, empresa de reflorestamento.
Em nota oficial, a polícia afirma que, assim que começou o incêndio, policiais da Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel) e uma brigada de incêndio da empresa Araupel foram até o local para combater as chamas. "Mas antes de chegar até o local da queimada, os policiais foram alvo de uma emboscada", diz a nota.
Após a troca de tiros, o grupo fugiu, segundo a polícia, que afirma ter apreendido uma pistola e uma espingarda. A Polícia Civil já abriu um inquérito para apurar os fatos e disse que enviou equipes para o local para resgatar as vítimas -inclusive um helicóptero para remover os feridos. "Além disso, foram destacados policiais militares e civis para a região com o objetivo de reforçar a segurança -uma vez que há uma briga judicial envolvendo o MST e a empresa Araupel", diz a nota.
Os sem-terra afirmam também por meio de nota, eles dizem que foram surpreendidos por uma emboscada de grupo de jagunços, seguranças da empresa Araupel e também da Polícia Militar.
Desde julho de 2014, quando a fazenda de reflorestamento foi ocupada por centenas de famílias, o clima é tenso na região e a titularidade da área vem sendo disputada na Justiça. Em março, a empresa teve duas vitórias no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRT4), o que alterou os ânimos do MST, avalia a empresa. Já o MST argumenta que o local pertence ao Estado.