A história conta que, no dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I ergueu a sua espada e gritou, às margens do rio Ipiranga: “Independência ou morte!”, tornando o Brasil independente da coroa. O país nasceu nesta data. Mas será que nos dias atuais, com a crise financeira, a crise política e notícias de corrupção todos os dias o povo brasileiro vê essa data como motivos para comemoração? A reportagem da Tribuna saiu pelas ruas e pode comprovar que orgulho da pátria é o que anda em falta para maioria dos brasileiros.
A dona de casa Salete Freiberger, 60 anos, não esconde sua decepção. Segundo ela hoje o Brasil não tem motivos de comemoração. “Não me sinto nada orgulhosa com uma crise dessas. Devemos honrar nossa pátria, mas infelizmente aqueles que escolhemos para trilhar os caminhos do Brasil são os que menos honram, estou muito triste e decepcionada”, relata Salete.
A estudante Amanda Gabriela Ricken da Costa, 14 anos, também não vê motivos para celebrar o Dia da Independência. “O Brasil está numa situação crítica. Com toda essa roubalheira e o povo sendo explorado, não tem sentido comemorar a data só por bonito. Para mim, esse 7 de setembro seria um dia comum, porque nesse momento a comemoração não tem sentido nenhuma”.
O funcionário público Dinei Brescini, 47 anos diz que também não se sente motivado com a data. “Na verdade a gente que é brasileiro sente decepção. O país não desenvolve, e infelizmente está regredindo com tanta corrupção”.
Carlos Alberto Bebber, 56 anos acredita que a data deveria ser de luto em todo o Brasil. “Acredito que a data deveria passar em branco, seria um dia propício para o povo mostrar que está indignado com tanta roubalheira e tanta pouca vergonha com boa parte dos políticos”.
A cabeleireira Ana Paula Périco, 34 anos, diz que embora não existam motivos para festejar, vale a pena manter o espírito de civismo. “Principalmente, porque esses políticos corruptos vão passar, mas devemos manter a esperança de saber escolher nas próximas eleições e poder dar um país mais digno para nossos filhos”. (IVAN MALDONADO)