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Conseg denuncia superlotação na carceragem de Ivaiporã

iVAN MALDONADO

| Edição de 18 de outubro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Imagem ilustrativa da imagem Conseg denuncia superlotação na carceragem de Ivaiporã

Presos estão dormindo no teto da carceragem, em redes improvisadas | Foto: Ivan Maldonado

A superlotação na carceragem da Cadeia Pública de Ivaiporã preocupa população e autoridades. Com quase quatro presos para cada vaga, os detentos estão tendo que dormir nos corredores, no solário e até nos banheiros do prédio. Até o teto da carceragem, local onde os presos improvisam redes para dormir não há mais espaço. Com isso, aumenta a tensão e aumenta o risco de rebelião.

De acordo com o presidente do Conseg, Jair Antonio Burato, o sistema prisional de Ivaiporã está falido, com presos em situação degradante e o clima é tenso. Além da superlotação, 25% dos detentos da cadeia já receberam pena. “Dos 128 encarcerados 34 são condenados e já deveriam ter sido transferidos para as penitenciárias. Soma-se a isso uma carceragem que não dá condições de recuperação, o risco de uma nova rebelião é grande”, comenta Burato. Nos últimos quatro anos, o local foi alvo de duas rebeliões, justamente por conta da superlotação.

Fátima Silvestrini, secretária do Conselho da Comunidade da Comarca de Ivaiporã lembra que em 2010, o município tinha projeto e recursos liberados para a construção de uma nova carceragem na cidade com capacidade para mais 120 presos. Porém, em 2011 o Governo Estado que estava assumindo, mudou a politica de sistema prisional e assinou um termo de distrato com a empresa vencedora da licitação cancelando a obra.

“Nesse momento necessitamos a transferência dos presos condenados. Mas, gostaríamos muitos que o Governo do Estado revisse sua posição e construísse uma carceragem em Ivaiporã”, pondera Fátima.

Eliane Ferreira, que tem o marido preso na carceragem de Ivaiporã confirma as péssimas condições da cadeia. “Não tem como andar lá dentro. É muita gente e o calor é insuportável. Nem espaço direito para dormir eles tem”.

Pior ainda para os detentos que usam o solário para repousar. “Como é um local descoberto e não tem mais espaço dentro da cadeia, eles têm que aguardar em pé no corredor até a chuva passar”, completa Eliane.

TENSÃO

Para o investigador Osias Ienzen a situação da carceragem da Cadeia de Ivaiporã é preocupante. “Pelo feeling policial percebemos quando a cadeia está tranquila ou perturbada. Nesse momento a carceragem está bastante perturbada justamente por essa questão da superlotação”, relata Ienzen.