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Copa do Mundo ainda não chegou às fábricas

Fernando Klein

| Edição de 11 de agosto de 2022 | Atualizado em 11 de agosto de 2022
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A pouco mais de três meses de a bola rolar no Catar, a Copa do Mundo ainda não chegou à indústria de confecções de Apucarana. A maioria das fábricas do polo do município ainda conversa com clientes sobre possíveis pedidos antes de iniciar a produção de bonés, camisetas, bolsas e mochilas, entre outros brindes temáticos da competição. A reportagem conversou com representantes do setor, que assinalam que iniciaram alguns contatos, mas apenas poucas empresas já começaram a produzir algumas peças.

O Brasil estreia na Copa do Mundo em 24 de novembro, quando enfrenta a Sérvia no Estádio Nacional de Lusail, no Catar. Na semana passada, a fornecedora de material esportivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a camisa oficial da Seleção para o torneio. O tradicional álbum de figurinhas também já foi colocado à venda e muitas empresas estão dando o pontapé inicial de suas campanhas de marketing.

“Algumas fábricas de Apucarana estão fazendo amostras e apresentando projetos. As negociações com os clientes começaram, mas a Copa do Mundo ainda não está movimentando o setor. Poucas empresas começaram a fazer alguma coisa”, afirma a empresária Elizabete Ardigo, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale).

Segundo ela, a falta de mão de obra no setor é um fator que breca a empolgação das empresas da cidade em correr atrás de pedidos e aumentar a produção, inclusive com a Copa do Mundo. “Temos pelo menos 800 vagas disponíveis, mas falta gente para trabalhar”, afirma Elizabete.

Ela afirma que representantes do segmento estão mantendo reuniões na Prefeitura para ampliar as turmas de qualificação para profissionais da área de confecções. O município tem um programa de qualificação da mão de obra (leia abaixo) e o objetivo é aumentar as vagas colocadas à disposição. Segundo Elizabete, todos que fazem os cursos de capacitação ingressam imediatamente no mercado de trabalho, mas há ainda demanda. “Estamos vivendo um apagão de mão de obra. É algo muito sério. Muitas empresas estão abrindo mão de pedidos e isso, certamente, vai acontecer com potenciais clientes para produtos relacionados à Copa do Mundo”.

A reportagem conversou com outros empresários do setor, que confirmam que as negociações estão em andamento, com apresentação de projetos, modelos e amostras para os clientes. No entanto, poucos negócios foram fechados até agora. A expectativa é que os contratos sejam assinados mais próximo ao mundial.