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Coronavírus avança nos pequenos municípios

Da Redação

| Edição de 18 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O novo coronavírus está avançando nos municípios de pequeno porte da região. Levantamento da Tribuna aponta que os casos confirmados da doença mais que dobraram em 19 cidades com menos de 25 mil habitantes, no mês de julho. No mesmo período, o vírus também chegou em outros três municípios: Grandes Rios, Novo Itacolomi e Borrazópolis, que registraram os primeiros casos.
A análise não inclui Apucarana, Arapongas e Ivaiporã, que concentram grande parte dos diagnósticos positivos da região. 
Nos municípios menores, a maior evolução foi registrada em São Pedro do Ivaí, que tem 10,9 mil habitantes. No boletim divulgado em 1º de julho, havia apenas um morador positivado, número que subiu para 56 (5500%), conforme relatório da última quinta-feira (17). Em Arapuã, que possui 3 mil habitantes, também ocorreu um aumento expressivo. No mesmo período os casos subiram de 1 para 17 (1600%). Em Lunardelli, que tem 4,7 mil moradores, os casos evoluíram de 1 para 10 (900%), enquanto em Faxinal, que possui 17,2 mil cidadãos, a Covid-19 cresceu de 4 para 31 (675%) no mesmo período. 
Com 2,8 mil habitantes, Novo Itacolomi também está entre os municípios onde os casos de coronavírus cresceram. Há pouco mais de duas semanas não havia diagnósticos da doença. No boletim de anteontem eram 13 pacientes com a doença. Em Jandaia do Sul, que tem 21,1 mil residentes, a doença mais que triplicou em duas semanas, passando de 12 para 48. Em São João do Ivaí, os números mais que dobraram, de 41 para 91, no período.  
O crescimento dos diagnósticos positivos gera preocupação, afirma o médico Elias Gregório, membro do comitê Gestor do Plano de Prevenção e Contingenciamento em Saúde de São Pedro do Ivaí. “Em apenas duas semanas os casos aumentaram para 56, isso causa muita preocupação. E ainda existem 60 pessoas sintomáticas aguardando resultado de exames. Digamos que 1/3 sai positivo, elevará ainda mais os números”, observa. 
Outra grande preocupação, de acordo com ele, é a contaminação dos profissionais de saúde. “Se aumentar a demanda e diminuir o número de profissionais teremos um grande problema. Claro que temos tomado todos os cuidados de prevenção com equipamentos de proteção individual, mas essa é outra preocupação”, comenta. 
Elias observa que a pandemia está em uma curva ascendente no município e que a principal arma para frear a disseminação é a prevenção. “Dependemos da atitude de cada pessoa que mora no município para que tome seus cuidados individuais, usando máscara, álcool gel, lavando as mãos e evitando aglomeração”, orienta. 

Com o número de casos de coronavírus aumentando cada vez mais, os prefeitos dos municípios de pequeno porte decidiram endurecer as medidas de prevenção. Em Arapuã, foi mantido o toque de recolher das 22 horas até as 8 horas, além de uma fiscalização intensa nas ruas e no comércio realizada pela Vigilância Sanitária. “Implantamos uma lei obrigatória para o uso de máscara e doamos álcool gel e máscaras à população”, afirma o prefeito, Deodoro Matias. 
Ele comenta que há pouco mais de duas semanas, o município não tinha casos confirmados da doença e que até a quinta-feira, havia 17 confirmações o que gera grande preocupação. Contudo, afirma que todos os casos positivados são de pessoas que moram nos distritos. “Na cidade não há nenhum caso”, garante.
Para Matias a chegada da doença na cidade era inevitável, até pela proximidade com Ivaiporã, município que até ontem somava 231 casos da doença e que também multiplicou casos no período. “Muitos moradores de Arapuã dependem de ir para outros municípios para trabalhar ou a negócios e acabam se contaminando”, observa.
O prefeito de Novo Itacolomi, Moacir Andreolla, também confessa que a preocupação é grande, pois há duas semanas o município não tinha casos confirmados. Como medida preventiva, ele manteve o toque de recolher e horário reduzido de funcionamento do comércio. Além disso conta com o auxílio da Polícia Militar (PM) para fiscalizar as pessoas que estão com suspeitas ou positivadas para Covid-19. “A PM tem a relação de quem está com suspeito e positivo para fiscalizar e ver se a pessoa está em quarentena. Além disso compramos vacina H1N1 vacinamos toda a população, para melhorar a imunização da população contra a gripe”, assinala.