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Corpo de adolescente é retirado de lago

Adriana Savicki e Fernanda Neme

| Edição de 24 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Bombeiros de Apucarana retiraram na manhã de ontem o corpo de um adolescente de 14 anos que foi assassinado e jogado no Lago Municipal de Novo Itacolomi.

Uma retroescavadeira teve que ser utilizada para retirada do corpo, que estava preso na comporta do lago, em ponto de difícil acesso.

Imagem ilustrativa da imagem Corpo de adolescente é retirado de lago

A operação de retirada do corpo, comandada pelo cabo Armando de Sá do Corpo de Bombeiros, começou no fim de tarde de anteontem, mas só foi concluída na manhã de ontem. Segundo ele, os bombeiros tiveram dificuldade para retirar o corpo por causa da falta de iluminação e do local.

“O corpo está em fase de decomposição e muito mutilado devido aos 10 dias em que ficou submerso no lago. Foi uma atrocidade, ainda mais que aqui é uma cidade pacata. Todo mundo está chocado”, reforça cabo Armando.

Três adolescentes foram apreendidos anteontem por suspeita de envolvimento no crime. Um deles apontou para a polícia o local onde o corpo da vítima, Lucas Mateus Pereira, que era homossexual e adotava o nome social Luana, foi escondido. Segundo depoimento prestado à Polícia Civil, Lucas foi morto por asfixia e afogamento. A causa morte ainda deve ser confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana, para onde o corpo foi encaminhado.

Segundo informações do órgão, a mãe da vítima forneceu informações, como marcas no corpo e cicatrizes, que confirmaram a identificação que o corpo encontrado é de Lucas.

Uma prima da vítima, a dona de casa Lucinez Borges dos Passos, 47 anos, que acompanhou a retirado do corpo ontem pela manhã comentou que o rapaz havia se mudado há 3 meses de Borrazópolis para Novo Itacolomi. “Ele estava envolvido em uma confusão por lá e ele e a mãe e o padrasto resolveram vir para cá”, conta. A vítima foi ouvida em uma investigação de suspeita de abuso envolvendo um conselheiro tutelar de Borrazópolis.

Apesar de não ter muito contanto, Lucinez conta que o jovem era um menino tranquilo, mas que não queria estudar mais. “Para a família é uma tragédia tudo isso que está acontecendo. Estamos muito tristes”, ressalta