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CPFs de pessoas mortas são usados para a vacinação

DA REDAÇÃO

| Edição de 21 de maio de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A comissão especial da Alep também investiga o uso de CPF de pessoas mortas para furar a fila da vacinação contra a covid-19 no Paraná. O Delegado Francischini informou que 90 casos já foram confirmados em várias cidades do Paraná, incluindo a região de Apucarana. Contudo, o parlamentar não deu mais detalhes para não atrapalhar a investigação da Polícia Civil e do Ministério Público. “Aqui na região têm muitos casos. Vamos voltar nos próximos dias para ouvir prefeitos que estão com pedidos de informações para fazer sindicâncias internas e dar transparência a todos vocês. Estamos aguardando porque é possível que uma quadrilha esteja vendendo CPF de mortos para alguém ser vacinado. Não podemos divulgar cidade para aguardar a polícia e o MP agirem”, afirma.

Francischini ressalta que o número representa um recorde brasileiro de uso de CPF de pessoas mortas, mas que a divulgação e as medidas punitivas estão ajudando a reduzir os casos no Estado. “Acho que é pedagógico, acaba tendo fator preventivo de evitar que pessoas continuem fraudando a fila da vacinação, neste momento em que muitas pessoas morrem sem ter sido vacinadas”, assinala.