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Cresce procura por estacionamento privado

Aline Andrade

| Edição de 28 de maio de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A falta de vagas de estacionamento na área central de Apucarana está tornando os estacionamentos particulares um bom negócio. Com uma frota geral de 81.791 veículos, de acordo com o Departamento de Trânsito (Detran), Apucarana possui hoje no total 3.098 vagas no estacionamento rotativo do centro da cidade, sendo 1.827 exclusivas para carros, 1.049 para motos, 41 vagas para deficientes físicos e 88 para idosos, entre outras.

Imagem ilustrativa da imagem Cresce procura por estacionamento privado


Dono de dois estacionamentos rotativos particulares no centro de Apucarana, o empresário maringaense Paulo Carniati vê o empreendimento com um negócio lucrativo e afirma que a procura pelas vagas tem aumentado. “Todos os dias o movimento aqui é grande, atendemos diariamente uns 200 motoristas, fora os mensalistas. Nos horários de visita no hospital (da Providência), o estacionamento fica lotado. Em dezembro já chegamos a atender 600 carros no dia”, revela. 
Carniati diz que percebe a necessidade de novos estacionamentos na cidade e tem interesse em investir na área, já que o empreendimento tem baixo custo e um alto retorno. “Estou procurando outros locais em Apucarana e outras cidades da região para abrir novos estacionamentos. A frota de veículos aumenta muito rapidamente e a maioria das pessoas não quer andar de ônibus, sendo assim, a procura por vagas vai ficando cada vez maior. Esse tipo de negócio de prestação de serviço é melhor que comércio”, afirma o empresário que também tem lojas de confecções em Maringá.
João Guilherme Maistrovicz gerencia um estacionamento rotativo próximo à Praça Rui Barbosa há 9 anos. De acordo com ele, o fluxo de clientes aumentou bastante nos últimos 3 anos, principalmente entre idosos e cadeirantes. “Os clientes mudaram muito o conceito de estacionamento particular. Hoje eles preferem vir direto para cá do que ter que ficar circulando, principalmente os idosos e cadeirantes, que quase nunca conseguem vagas livres no centro da cidade”, conta.
O bancário Marcio Bossi utiliza o estacionamento particular há mais de 10 anos para trabalhar. Ele conta que de alguns anos para cá, as vagas de estacionamento no centro da cidade têm ficado mais escassas e vale a pena pagar um pouco mais para ter segurança. “A gente perde muito tempo e combustível rodando para achar vagas para estacionar. Além do mais, não tem segurança deixar o carro na rua”, afirmou. 
A motorista Karina Silva também usa sempre o estacionamento particular. Além de poupar tempo ela acredita que a segurança também é maior. “Cansei de ficar perdendo tempo rodando para encontrar vagas para estacionar e na volta encontrar meu carro riscado ou amassado. Prefiro pagar mais caro do que deixar na rua”, conta.