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Crescem assassinatos de mulheres na região

Da Redação

| Edição de 20 de junho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, apontou que o Paraná reduziu em 30,2% a taxa de homicídios de mulheres de 2010 a 2015. Os dados estão no Atlas da Violência 2017. Na região, os índices são um pouco diferentes. A Tribuna levantou que os assassinatos de mulheres registraram a maior queda entre 2014 e 2015, quando o número de vítimas caiu 58%, passando de 12 para 5 vítimas, mas voltou a disparar no ano seguinte. Em 2016, foram 11 casos, aumento de 120%. Nos últimos seis anos, 53 mulheres foram mortas. 

Apesar do aumento entre 2015 e 2016, o ano de 2013 foi ainda mais violento, com 13 assassinatos de mulheres. No período, a idade das vítimas também é variável e inclui uma menina de 8 anos, morta pelo primo em Marilândia do Sul em 2015 e uma idosa de 76 anos, morta em Ivaiporã em um assalto. Contudo, o perfil da maioria das vítimas é de mulheres entre 18 a 35 anos, o que corresponde a 45% do total.

Se o número de mortes varia ano a ano, o que não muda é o cenário de violência doméstica por trás dos crimes. Das 53 mulheres da região assassinadas nos últimos seis anos, 58% delas foram mortas por companheiros, ex-companheiros ou parentes próximos, incluindo filhos e enteados. 

De acordo com a delegada Luana Lopes, titular da Delegacia da Mulher de Apucarana, casos de violência contra a mulher com envolvimento de pessoas próximas são um desafio para a segurança pública. “Infelizmente, os crimes envolvendo relações domésticas são ainda muito presentes na nossa sociedade. Inclusive, eles são, em alguns casos, imprevisíveis. O envolvimento do caráter emocional nestes casos acrescenta um item a mais na investigação, tornando-a ainda mais difícil em alguns momentos”, aponta a delegada.

PARANÁ
De acordo com o estudo do Ipea, no ano de 2010 foram registradas 338 mortes de mulheres no Estado. Cinco anos depois, esse número baixou para 244. A redução da incidência deste tipo de crime contra a população feminina também destaca o Paraná como segundo lugar no ranking nacional – o Estado fica atrás apenas de Alagoas, com diminuição de 33,7%.
De acordo com a coordenadora de Políticas para as Mulheres da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, Ana Claudia Machado, as mulheres paranaenses contam com medidas efetivas do Governo do Estado de combate à violência e ações intersetoriais que envolvem diversas políticas públicas em prol desta causa. “O Paraná têm adotado medidas importantes, não apenas para melhorar o acompanhamento das vítimas, mas também com ações preventivas, que alcançam as mulheres e suas famílias”, diz a coordenadora.