Por conta da atual situação política e econômica brasileira, alguns setores produtivos têm enfrentado dificuldades em chegar a um acordo nas negociações coletivas de salário. Este é o caso do setor moveleiro, que ainda não chegou a um consenso, e do setor da saúde, que precisou parcelar o reajuste salarial em duas vezes.
Anteontem, a Fiasini, uma das empresas tradicionais da cidade, encerrou a linha de produção e demitiu 117 trabalhadores.
De acordo com Carlos Roberto da Cunha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Arapongas (Sticma), a discussão tem sido complicada. “É uma situação difícil. Devemos ter a próxima reunião em meados do dia 20 deste mês e esperamos sair dela com algo concreto”, diz.
O sindicato dos trabalhadores pede reajuste mínimo de 11,2% de piso salarial e 9,83% para quem ganha até R$ 5 mil. Já o sindicato patronal deseja os 9,83% para todos, que é o Índice Nacional de Preços para o Consumidor (INPC), ou seja, a inflação do período. No entanto, esse reajuste seria dado de forma parcelada. A data-base foi no dia primeiro de maio.
“Esse impasse acontece totalmente por conta da crise econômica e política que vivemos. As empresas estão descapitalizadas e, por isso, fica cada vez mais complicado chegar a um equilíbrio, uma proposta boa tanto para os empresários quanto para os empregados”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Irineu Munhoz.
SAÚDE
Já a situação dos trabalhadores da área da saúde em Apucarana já foi definida. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Apucarana e Região (Sessa), Marli de Castro, explica que o reajuste será dado em duas parcelas, com base no INPC. “Serão 7% agora e 2,83% em janeiro de 2017. Como a situação está difícil, essa foi a saída feita pelo sindicato de Curitiba e que nós acabamos nos baseando. Esperamos que a situação esteja melhor no ano que vem”, diz. A data-base da categoria também é em maio. (RENAN VALLIM)