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Crise flexibiliza locações comerciais

Renan Vallim

| Edição de 20 de outubro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Nos últimos tempos, não é raro andar pela região central de Apucarana e se deparar com salas comerciais vazias. De acordo com imobiliárias da cidade, a busca por esse tipo de empreendimento ultimamente está baixa. Por isso, algumas empresas e também proprietários de imóveis do tipo estão flexibilizando as negociações, que vão desde consideráveis descontos até a isenção temporária de pagamento.

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De acordo com imobiliaristas e corretores da cidade, a crise econômica enfrentada pelo Brasil desde meados de 2014 impactou fortemente no setor. Mesmo o aluguel, que antes era considerado como uma área ainda próspera após a queda nas aquisições de imóveis, também está em baixa.

Apenas o ‘miolo central’ da cidade, composto pelas praças Interventor Manoel Ribas e Rui Barbosa, além do trecho da Avenida Curitiba que as liga, ainda continua aquecido. “Nos últimos meses, muitas salas comerciais foram desocupadas e a procura está bem baixa. A crise afetou bastante os negócios”, explica o corretor Adilson Ribeiro Gabardo.

O momento difícil da economia brasileira acaba fazendo com que o número de pessoas buscando empreender diminua. Com isso, a busca por salas comerciais segue a mesma tendência. Nem mesmo a proximidade com o Natal tem feito com que esses empreendimentos crescessem. “A perspectiva não é boa a curto prazo. Acreditamos que, neste ano, o setor não deva registrar alta. É possível que ano que vem melhore, mas é difícil prever”, afirma Ingrid Gomes, que trabalha no setor de locação de uma imobiliária da cidade.

FLEXIBILIDADE

A crise acabou exigindo a criação de saídas alternativas por parte de imobiliárias e também de proprietários de imóveis. “Quando um locatário busca fazer uma reforma ou melhoria no local, é possível oferecer um período de carência, ou seja, um tempo em que ele fica isento do pagamento. Essa carência é de pelo menos 30 dias, mas é dada apenas com o consentimento do proprietário. O nosso objetivo é fechar a locação em um patamar que seja bom para os dois lados”, explica Ingrid.

Adilson lembra que a carência, que pode chegar a até 90 dias, pode ser benéfica para o proprietário. “Se um locatário coloca, por exemplo, um piso novo, essa melhoria fica no imóvel mesmo depois do locatário desocupar a sala. Mas não são todas as locações que são passíveis desse tipo de medida. Em outros casos, a flexibilização da locação se dá através de descontos, que podem chegar a 15% do valor anunciado”.