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Defensoria pública é implantada em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 06 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A partir da segunda quinzena deste mês, Apucarana vai passar a contar os serviços da Defensoria Pública. Dois advogados foram nomeados ontem para atender a Comarca de Apucarana. O anúncio aconteceu durante a cerimônia de posse dos 36 novos defensores públicos, aprovados em concurso público em 2014, no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

Imagem ilustrativa da imagem Defensoria pública  é implantada em Apucarana

Nesta etapa, além de Apucarana, foram contemplados as comarcas de Campo Mourão, Cornélio Procópio e Francisco Beltrão. A implantação da Defensoria Pública no Paraná começou em 2011. Com os novos empossados, em todo o Estado, são 109 defensores, que vão trabalhar para oferecer assistência jurídica gratuita.

O juiz José Roberto Silvério, diretor do Fórum Desembargador Clotário Portugal, de Apucarana, afirma que três salas do prédio do fórum foram disponibilizadas para funcionamento da Defensoria Pública. Entretanto, o magistrado observa que ainda aguarda autorização do Tribunal de Justiça para destinação do espaço. “Acredito que não vai ter objeção”, avalia Silvério.

De acordo com a assessoria do gabinete da Defensoria Pública do Paraná, a previsão é que os defensores iniciem o trabalho já na segunda quinzena deste mês. “É uma conquista da Comarca de Apucarana, que vem para atender os mais necessitados”, avalia o juiz. O magistrado observa, ao mesmo tempo, que o Estado é um dos únicos que ainda não está com o processo de implantação da Defensoria Pública completo.

Ainda de acordo com Silvério, a nomeação dos dois defensores vem para melhorar a assistência jurídica gratuita. “O atendimento à população está funcionando bem com os advogados dativos, mas os defensores vêm para atuar não só na defesa do réu, mas também na revisão penal”, diz.

O advogado dativo é aquele que não pertence à Defensoria Pública, mas assume o papel de defensor público.

Na opinião do magistrado, apesar de ser um avanço, com cerca de 3 mil processos tramitando nas duas varas criminais de Apucarana, dois defensores públicos não serão suficientes para atender a demanda.

“Seria necessário, no mínimo, quatro defensores. Ainda não temos orientação sobre qual será a prioridade dos defensores, mas, geralmente, atuam na execução penal”, afirma. Além de causas de execuções penais e sistema prisional, na lista de prioridades também entram as demandas da Vara da Infância e Juventude.

Silvério acredita que a Defensoria Pública também vai contribuir para reduzir a superlotação do Minipresídio de Apucarana, uma vez que a revisão de penas também é função dos defensores.

Vinte e cinco comarcas contam com serviço

Cinco anos após o início da implantação, o efetivo da Defensoria Pública do Paraná é de 109 profissionais, 36 foram empossados ontem. Os defensores vão atuar em 25 comarcas, que atendem mais de 60 cidades e distritos. As cidades sedes de comarcas concentram 56% da população do Estado, quase 6,3 milhões de habitantes.

A Defensoria Pública foi instituída pela Lei Complementar nº 55/1991, mas começou a ser implantada somente em 2011. Os estados que não tinham Defensoria Pública até esta data era somente o Paraná e Santa Catarina. “Após mais de vinte anos de espera, o Paraná hoje tem uma estrutura adequada para atender as famílias mais carentes com assessoria jurídica. A lei que implantamos tem um texto avançado definindo a Defensoria Pública do Paraná hoje como a mais moderna do Brasil”, disse o governador Beto Richa durante a cerimônia de posse dos novos defensores.

Somente em 2015, a Defensoria Pública realizou 53.781 atendimentos em todo o Estado. Os defensores foram aprovados no concurso público realizado em 2014 e cujo resultado foi publicado em 2015.