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Déficit habitacional é de 4 mil moradias em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 02 de dezembro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O déficit habitacional é de 4.175 moradias em Apucarana, o que representa cerca de 3% da população do município. O número é resultado de dois cadastramentos realizados este ano pela Secretaria de Assistência Social. O primeiro aconteceu de 27 de junho a 27 de agosto no Ginásio de Esportes Lagoão, quando 3.575 famílias compareceram para atualizar os dados. A segunda etapa ocorreu durante todo o mês de novembro, quando outros 600 cadastrados foram feitos. O recadastramento é uma orientação do Ministério das Cidades.

Imagem ilustrativa da imagem Déficit habitacional é de 4 mil moradias em Apucarana

O coordenador pelo processo de recadastramento, Valderi Neres, comenta que os cadastros feitos serão encaminhados para a Caixa Econômica Federal, que é o agente financiador dos programas de habitação popular. “É a Caixa Econômica que vai fazer a análise de cada cadastro enviado e checar as informações repassadas”, sublinha Neres.

A secretária de Assistência Social, Márcia Regina de Sousa, observa que durante a análise da Caixa Econômica é comum os cadastros mudarem de perfil. “De repente a pessoa mudou de emprego ou foi promovida, passando da Faixa I para a Faixa II do Programa Minha Casa, Minha Vida”, observa.

Márcia Regina observa ainda que a Secretaria de Assistência Social atende prioritariamente a população do Faixa I, do Programa Minha Casa, Minha Vida, que ganha até R$ 1,8 mil por mês. “Os programas habitacionais são pensados para atender essa parcela da população”, diz.

Na avaliação de Márcia Regina, o déficit habitacional não é considerado alto e será reduzido expressivamente no próximo ano com a inauguração do Residencial Fariz Gebrim em junho e também do Residencial Solo Sagrado no final do ano. Juntos, os dois residenciais vão representar mais de mil moradias, são 520 no Fariz Gebrim e 500 no Solo Sagrado. “Nesses dois residenciais, 600 unidades serão destinadas para pessoas do Faixa II do Minha Casa, Minha Vida”, explica a secretária.

Sobre novas políticas habitacionais para reduzir o déficit de moradias e também para não permitir um avanço nos próximos anos, Márcia Regina avalia que o momento é de instabilidade. “As políticas sociais estão passando ainda por um período de instabilidade, o que gera dificuldade planejamento. Por outro lado, estamos trabalhando junto com a Prefeitura para garantir recursos e novos empreendimentos” frisa.