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Demanda por atendimento no UPA cresce 66% em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 07 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A mudança de estação aliada ao surto de casos de Gripe A, em São Paulo, e a evidência que dengue, zika e chikungunya tomaram no noticiário fez aumentar a demanda por atendimento tanto no Centro Infantil quanto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Apucarana. Desde fevereiro, o número de atendimento na UPA aumentou significativamente, passando de 300 consultas diárias para 500, o que representa um salto de 66%. No Centro Infantil, a situação não é diferente. Nos últimos meses, a demanda por atendimento cresceu 88%. A média de atendimento era de 85 consultas por dia, agora são 160.

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A supervisora do Centro Infantil, enfermeira Ângela Maria Campos, explica que a demanda vem registrando aumento desde novembro do ano passado. Segundo ela, nos dias de maior atendimentos (segunda e sexta-feiras) eram feitos 90 a 80. Já em dias mais tranquilos, chegava a 50 consultas. “Desde novembro deste do ano passado não temos mais dias com um número menor de consultas”, afirma.

A maior causa pela procura, de acordo com Ângela, é decorrente do tempo seco e da variação climática. “Essas situações facilitam o avanço de doenças respiratórias, que triplicaram nos últimos meses para nós”, diz.

Najiane Carneiro Gonçalves levou o filho, Miguel, de apenas sete meses, ontem ao Centro Infantil. “Ele está com o peito carregado e espirrando. Não esperei para trazer, porque ele está em processo de recuperação de uma cirurgia”, afirma.

Assim como ela, várias mães procuram ontem à unidade pelo mesmo motivo. Patrícia Bruna Rodrigues, também levou a filha Helena Rodrigues, de 1 ano e 3 meses, porque estava com tosse e nariz escorrendo. “É a segunda vez que trago ela em menos de uma semana”, conta.

Como a demanda está alta, a supervisora explica que os seis pediatras da unidade não dão conta de atender todos que procuram. “Quando não temos mais vagas, fazemos a triagem e, dependendo do caso, orientamos para voltar no dia seguinte ou ir ao UPA”, afirma.

Ângela orienta as mães a oferecer bastante líquido e frutas às crianças. Além disso, ela recomenda, por causa da variação do clima, não exagerar no agasalho. “Se houver excesso de roupa e calor, a criança pode desidratar e até gerar um quadro de pneumonia”, diz.

Outra orientação, é evitar choque de temperatura.

Casos de urgência representam 20% do total

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Apucarana, com o aumento da demanda, a espera por atendimento também aumentou. Segundo o administrador da unidade, Erlan Bosso, em média, são de três a quatro horas na fila. “A maioria dos atendimentos realizados aqui não é urgência nem emergência. Esses casos, que são prioridades na UPA, representam 20%”, calcula. “O ideal é que procurem as unidades básicas de saúde, para que sejam atendidos com mais agilidade”, argumenta.

A enfermeira da unidade, Cristiane Mafei explica que as pessoas, geralmente, procuram atendimento com os mesmos sintomas: tosse, febre, dor de cabeça e dor no corpo. “Com os casos de Gripe A e dengue, as pessoas estão mais preocupadas e passaram a procurar mais atendimento médico”, acredita. Outra razão é a semelhança dos sintomas de gripe comum com Gripe A e até dengue.