ASecretaria da Saúde do Paraná finaliza o período sazonal 2019/2020 de monitoramento da dengue. O ano epidemiológico iniciado em julho do ano passado encerrou com 6.019 casos na área da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana e 22ª RS de Ivaiporã. O número é onze vezes (1.084%) maior que o período anterior, quando as duas regionais registraram 508 casos.
Neste ano, 22 cidades registraram epidemia de dengue – quando a razão do número de casos ultrapassa 300 registros por 100 mil habitantes. No período anterior, apenas dois municípios chegaram ao índice epidêmico: Arapuã e Bom Sucesso. Em oito municípios, nenhum caso chegou a ser registrado. Neste ano, apenas Rio Branco do Ivaí não teve nenhum diagnóstico.
Em Apucarana, um dos municípios em epidemia, o boletim da Sesa divulgado nesta terça-feira soma 793 casos, um aumento de 428% em relação ao período anterior, quando foram 150 registros. Um dos primeiros municípios da região a registrar epidemia, Ivaiporã soma o maior número absoluto de casos: foram 1.453 pacientes diagnosticados. O município também registrou o único óbito da região pela doença: uma mulher de 37 anos que faleceu em abril.
Em Arapongas, um dos poucos municípios da região que não chegou ao índice epidêmico, foram 378 casos, treze vezes mais que no período anterior, quando foram registrados 12 diagnósticos.
O avanço da dengue foi um problema de caráter estadual. O estado fecha o ciclo de 12 meses com 227.724 casos e 177 óbitos confirmados pela doença. Em relação ao período anterior entre 2018/2019, o aumento no número de casos confirmados foi de quase 1000%, quando o total de casos confirmados foi de 21.017. Dos 399 municípios do Paraná, 244 estão em epidemia de dengue.
“A doença segue como uma das maiores preocupações do estado”, disse o secretário da Saúde do Paraná”, Beto Preto.
“Mesmo com a pandemia do novo coronavírus o Governo do Paraná não baixou a guarda no combate à dengue; estamos finalizando mais um ciclo, mas o monitoramento e as ações seguem em todo estado; os números são altos, existe uma epidemia de dengue e por isso reforçamos nosso apelo para a que população fique atenta e participe deste combate. A dengue pode ser evitada com a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da doença; pesquisas mostram que 90% dos focos estão nos domicílios e podem ser removidos prevenindo casos da doença e mortes”, afirmou Beto Preto.
Em relação aos óbitos por dengue o aumento em relação ao boletim do período anterior é de cerca de 80%. Entre 2018/2019 foram 22 óbitos e agora são 177 mortes provocadas por dengue.
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