A dengue veio para ficar. Entre outros motivos porque o mosquito Aedes aegypti, que também transmite os vírus da zika e do chikungunya, está encontrando no Brasil condições perfeitas de sobrevivência.
"Os centros urbanos são ideais hoje para a proliferação da dengue", afirma o epidemiologista Maurício Barreto, pesquisador da UFBA (Universidade Federal da Bahia).
Para o cientista, que com um grupo de colegas acaba de escrever um artigo na revista "The Lancet" com as premissas de um plano de controle do aedes, "limpeza urbana, coleta de lixo e saneamento básico" têm muito a ver com a proliferação da dengue no país, nos últimos anos.
Por mais chavão que possa parecer, para Barreto, professor titular do Instituto de Saúde Coletiva, "não existe solução milagrosa contra o aedes e a dengue", e, por isso mesmo, a melhor saída agora é o país aprender a conviver com a doença.
"O que não significa que não há nada para fazer". Para Barreto, diminuir a circulação do mosquito de uma forma generalizada é fundamental para que a incidência dos vírus transmitidos pelo aedes diminua. "É claro que o governo precisa ser ativo. Mas a população também tem que colaborar".
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