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Deral estima perdas de R$ 1,3 bi nas lavouras de milho e feijão

Da redação

| Edição de 25 de maio de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O período de mais de 40 dias sem chuvas entre os meses de abril e maio afetou o desenvolvimento da segunda safra de grãos plantada no Paraná e atrasou o plantio de trigo e outros cereais de inverno. A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento já contabiliza prejuízos com perdas de milho e feijão da segunda safra 2018 da ordem de R$ 1,34 bilhão.

Imagem ilustrativa da imagem Deral estima perdas de R$ 1,3 bi nas lavouras de milho e feijão

A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgada ontem, é de uma produção de 36,8 milhões de toneladas, 12% menor que a anterior, que foi de 41,7 milhões de toneladas.
Para o diretor do Deral, Francisco Simioni, infelizmente o clima não está favorável ao desenvolvimento da segunda safra de grãos no Estado. O cenário é o mesmo para o trigo e demais cereais de inverno, cujo desempenho está totalmente dependente do clima em que persiste um quadro com chuvas abaixo do esperado.
Segundo ele, há esperança que parte dos prejuízos já previstos possa ser compensado com preços melhores, principalmente para os produtores que diversificam a produção. Simione destacou também a possibilidade de retornos financeiros compensadores para os produtores que conseguirem exportar a produção, como a soja. “O câmbio elevado e o mercado consumidor de oleaginosas com mais demanda pode favorecer o produtor internamente”, disse.
Conforme relatório do Deral, a colheita da segunda safra de milho terá uma redução de 2,2 milhões de toneladas, que corresponde a uma perda de R$ 1,2 bilhão. O Deral está estimando agora uma colheita de 10 milhões de toneladas de milho da segunda safra, que corresponde a um recuo de 18% em relação à estimativa inicial da safra 2018 que esperava um volume de 12,2 milhões de toneladas. E um recuo de 25% em relação à segunda safra colhida no ano passado, cujo volume foi de 13,3 milhões.
Segundo Edmar Gervásio, analista de milho do Deral, as perdas da segunda safra estão concentradas nas regiões Oeste e Norte do Estado, que ficaram mais de 40 dias sem chuvas. “Essa situação impactou as lavouras e deverá continuar impactando com um período de chuvas insuficientes”. 
O plantio de milho safrinha ocupou uma área de 2,15 milhões de hectares este ano, cerca de 300 mil hectares a menos que os 2,41 milhões de hectares plantados no ano passado, situação que já induzia a uma queda no volume de produção, antes do impacto do clima.
O feijão da segunda safra plantado no Estado foi outro produto atingido pela seca. O Deral está contabilizando uma perda de 20% na produção em relação ao potencial produtivo que apontava para uma colheita de 306.384 toneladas. A previsão é que 75 mil toneladas já foram perdidas no Estado. O prejuízo foi avaliado em R$ 142 milhões, considerando os preços praticados pelo mercado.