A experiência iniciada há 4 meses na Unidade Básica de Saúde (UBS) Valdecir de Paula, no Jardim da Flores, de levar para o posto o atendimento pré-natal de baixo risco, hoje realizado na Casa da Gestante, será ampliada gradativamente em Apucarana. A medida anunciada pelo superintendente da Estratégia Saúde da Família (ESF), Odarlone Orente, é reflexo da grande aceitação da iniciativa junto as gestantes que integram o projeto piloto.
A UBS Valdecir de Paula está com 12 gestantes realizando o pré-natal com o médico de família da unidade, Luis Antônio Vilela. O grupo, que faz parte projeto piloto de descentralização do atendimento, participou anteontem de um encontro, no próprio posto de saúde, para receber orientações com a psicóloga e nutricionista.
Na sétima semana de gravidez, Simone Ribeiro dos Santos, moradora do Jardim das Flores, aprovou a novidade de fazer o pré-natal do segundo filho no bairro onde mora e trabalha. “Na primeira gestação fui atendida na Casa da Gestante e era difícil por causa do deslocamento. Mesmo indo de carro existia o problema de estacionamento, além do tempo maior que tinha que dispor, às vezes uma manhã inteira”, observa.
A proposta é disponibilizar o pré-natal das gestantes de baixo risco nas UBS. Os casos identificados durante as consultas como gestação de alto risco são encaminhados a Casa da Gestante e passam a ser acompanhados simultaneamente pelo obstetra daquele local, bem como pelo médico da UBS da comunidade em que a mulher grávida residir.
É o caso da gestante de 18 semanas, Adriana Adenir Bispo, moradora do Jardim São Pedro. Hipertensa e com histórico de pré-eclâmpsia ela fez sua primeira consulta pré-natal na UBS, mas foi encaminhada para Casa da Gestante. “Tudo que preciso entre uma consulta e outra na Casa da Gestante busco o posto de saúde”, declara Adriana.
Segundo o superintendente do ESF, Odarlone Orente, o processo de descentralização será gradativo e deve abranger em breve todas as UBS. “A realização do pré-natal na própria UBS do bairro da gestante é uma recomendação geral de vários órgãos da saúde, como forma de facilitar o acesso ao atendimento. Também é um meio de otimizar os recursos da Casa da Gestante, onde pretendemos transformar num centro de referência ao atendimento as gestantes de alto risco”, explica Odarlone Orente.