A promotora da Saúde de Apucarana, Fernanda Lacerda Trevisan Silvério, convocou uma reunião para avaliar as medidas tomadas pelo município e demais órgãos e instituições de Saúde da cidade para conter a propagação do coronavírus. Segundo ela, há atualmente uma dificuldade crescente em conscientizar a população, o que pode levar a medidas mais rígidas por parte do poder público, inclusive através de denúncia criminal contra quem descumprir as normas sanitárias.
A reunião foi convocada por conta do aumento do número de casos de coronavírus na cidade, sobretudo dos casos ativos, isto é, daquelas pessoas que ainda estão lutando contra a doença e com potencial de transmissão do vírus. “Por conta desta situação, instaurei um procedimento na Promotoria Pública para avaliar a situação. Os números estão aumentando em todo o Paraná, o índice de ocupação dos hospitais nunca esteve tão alto. Paralelo a isso, conscientizar a população parece estar ficando cada vez mais difícil”, relata a promotora.
Estiveram presentes na reunião, realizada remotamente, o prefeito Junior da Femac, o chefe da 16ª Regional de Saúde, Altimar Carletto, representantes do Conselho Municipal de Saúde e também da direção do Hospital da Providência.
A promotora afirmou não descartar que medidas mais rígidas possam ser adotadas, inclusive judiciais. “O cumprimento das medidas sanitárias impostas pelo decreto estadual não é uma opção, mas sim uma obrigação da população, inclusive prevista em lei. O artigo 268 do Código Penal trata justamente da infração de medida sanitária. Ou seja, não usar máscara, promover aglomerações, entre outros atos, é crime e quem for flagrado pode responder processo”.
Chefe da 16ª RS, Altimar Carletto diz que a união de esforços é essencial. “Precisamos sobretudo, trabalhar ainda mais a conscientização da população, principalmente em relação às confraternizações de final de ano, para que todos tomem os cuidados necessários e pratiquem o distanciamento social”.
(RENAN VALLIM E ALINE ANDRADE)