Com a rodovia PR-444 interditada há mais de um mês, está difícil trafegar em Arapongas, por o escoamento do tráfego de caminhões para dentro da cidade. Além do incômodo para motoristas, a interdição também está causando uma série de prejuízos na malha asfáltica da cidade.
Oficialmente, a Viapar, concessionária que administra a PR-444 e é responsável pela obra de recuperação, não dá data certa para finalização dos trabalhos e afirma apenas que o serviço será encerrado neste mês. Extraoficialmente, a expectativa é que o conserto seja finalizado na semana que vem.
Segundo o setor de engenharia da Companhia de Desenvolvimento de Arapongas (Codar), as vias usadas como rota para o desvio estão sendo prejudicadas por conta do tráfego pesado, sobretudo de caminhões. Segundo a Codar, a situação só será normalizada com a liberação da rodovia.
Enquanto as obras na rodovia não terminam, moradores têm de enfrentar congestionamento e as ruas esburacadas diariamente. Roberta Fernandes, 30 anos, trabalha no departamento de Recursos Humanos de uma empresa localizada na Avenida Gaturamo. Segundo ela o trânsito ficou muito ‘complicado’ após o desvio de fluxo de veículos o que está piorando a condição das vias.
"Está horrível. Todos os dias ouço clientes reclamando bastante dos buracos e principalmente do trânsito que está um caos", comenta.
De acordo com ela, a mudança acrescentou 15 minutos em seu trajeto diário de ida para o trabalho e retorno para a casa.
O prejuízo também aparece no asfalto. Após vistoria, a Codar constatou que o tráfego de caminhões provocou a formação de buracos na Avenida Gaturamo, Rua Drongo, Rua Perdizes, Rua Pombas e Rua Flamingos. A situação se agrava ainda mais com a umidade do solo, devido a frequência de chuvas. Engenheiro da Codar, Antônio Sérgio Guarnieri, informa que a recuperação das vias ficou a cargo da Viapar e que a concessionária já providenciou reparos em alguns pontos. “O tráfego pesado está formando buracos nas vias. Uma equipe da Viapar já esteve em alguns trechos para recuperação do asfalto”, informa
Guarnieri analisa que o fluxo intenso de veículos somado ao tempo chuvoso reduz a durabilidade dos reparos e agrava ainda mais a situação da malha asfáltica. “A cidade não foi projetada para tráfego pesado. E, de repente, o tráfego da rodovia é desviado para dentro da cidade, o que acaba estragando o asfalto e a umidade ajuda a prejudicar ainda mais”, reitera. O engenheiro ressalva que trechos pavimentados recentemente são mais resistentes.