O Dia das Mães, comemorado no próximo domingo, tem movimentado o comércio de flores em Apucarana. A data, considerada o Natal para as floriculturas, é sinônimo de vendas para quem produz e também para quem vende. Os filhos têm apostado em opções para presentear as mães que custam, em média, R$ 50.
Com o valor é possível comprar arranjos de tamanho médio, como de begônias e amarílis, entre outros. Porém, o setor oferece alternativas mais em conta, como margaridas, que saem por R$ 17. Já os arranjos de orquídeas, consideradas flores nobres, estão na faixa de R$ 100.
Para a empresária do setor, Yara Assunção Joekel, de Apucarana, com a proximidade do Dia das Mães, o movimento aumentou e exigiu até contratações temporárias. A equipe de três profissionais da floricultura saltou para dez. “Só vamos parar na hora que entregarmos o último arranjo”, brinca.
Na avaliação de Yara, o momento atual contribuiu para uma procura maior por flores. “As pessoas, quando vêm comprar, dizem que não podem gastar, mas não conseguem deixar de presentear as mães. Como os arranjos são de vários valores não comprometem o orçamento nem o cliente precisa assumir um compromisso fixo por meses”, diz.
PRODUTORES
As vendas não animam somente os lojistas, mas quem produz também. A família Metta, pioneira no mercado de flores em Apucarana, tem driblado a crise diversificando a produção. Além dos tradicionais crisântemos, carro-chefe da produção, o produtor Luís Carlos Metta revela que a família investiu na plantação de 30 mil vasos de kalanchoe.
Das chácaras da família, saíram ainda 20 mil vasos de crisântemos, 10 mil mini vasos de crisântemos, 5 mil de gérberas, 2 mil de beijinhos e 2 mil pimentas ornamentais. “Outras espécies não produzimos especialmente para o Dia das Mês, como as rosas-do-deserto, porque a produção é diferenciada”, explica.
Carlos Roberto Metta, que tem estufas de flores, próximo ao Pirapó, revela que não ampliou as vendas. “Produzimos 25 mil vasos de crisântemos, cravínea e gérbera para a data. Enviamos aos clientes o mesmo número do ano passado”, assinala. A decisão, ele explica, que foi baseada no cenário econômico.