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Duplicação gera 400 vagas em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 29 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A duplicação da BR-376, que liga Apucarana a Ponta Grossa, se tornou uma das principais geradoras de empregos no município. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Apucarana, no primeiro semestre deste ano, criou 982 novas vagas de empregos, destas 550 foram abertas na construção civil. 

Imagem ilustrativa da imagem Duplicação gera 400 vagas em Apucarana


Segundo o Departamento de Recursos Humanos (RH), da Andrade Gutierrez, empreiteira contratada para a atual frente da obra, foram 400 contratações no primeiro semestre somente em Apucarana, o que representa 72% das vagas criadas pela construção civil no município.
Segundo o gerente da Agência do Trabalhador, Rodrigo Lievore, as contratações alavancaram a partir de abril, principalmente nas obras de duplicação. Foram abertas vagas para diversos cargos, como pedreiro, servente de pedreiro, motorista, operador de máquinas, mecânico, entre outras. “O número de oportunidades de emprego é expressivo e, com certeza, contribuiu com a recolocação de várias pessoas no mercado de trabalho. A expectativa durante o período de obras é de mil vagas”, diz.
Ele observa ainda que, para o próximo mês, a empresa já passou uma estimativa de abertura de novas contratações, também para diversas funções. “São 200 vagas que serão possivelmente abertas. A maioria é para o público masculino, mas também será aberta oportunidades para menor aprendiz. Para mulheres, geralmente, abrem vagas na parte administrativa”, diz.
A média salarial ofertada, de acordo com Lievore, gira entre R$ 1,5 mil. “Todas as categorias recebem, no mínimo, o piso”, frisa. O salário ofertado, por exemplo, para servente de obras é R$ 1,2 mil; pedreiro, R$ 1,5 mil; operador de pavimentadora, 1,5 mil; carpinteiro, R$ 1,7 mil; mestre de obras, R$ 2,6 mil; vigia, 1,3 mil.
O gerente da Agência do Trabalhador comenta ainda que vagas também são geradas em Califórnia e Marilândia do Sul, onde há frentes de obras em andamento. “A maior frente, no momento, é Apucarana, mas a empreiteira tem contratado trabalhadores ao longo de todo o trecho que está em duplicação”, afirma.
Ainda de acordo com Lievore, a verticalização, em Apucarana, tem contribuído também com a geração de vagas no setor de construção civil. “Em Apucarana, as contratações da duplicação não aparentam tanto porque são pulverizadas em meio a outras com das construções verticais, mas em municípios menores ficam mais evidentes”, avalia.
Um dos contratados pela empreiteira para a obra de duplicação é o motorista Márcio Henrique Dantas, de 35 anos, de Apucarana. “Faz cerca de quatro meses que fui contratado. Eu estava trabalhando com meu irmão na oficina dele, mas achei melhor trabalhar como motorista”, revela. O motivo é o salário maior. “Aqui, com horas extras, o salário fica até 50% maior que antes”, calcula

Nova frente 
em setembro
As obras de duplicação na frente norte, começaram no final de 2014 e devem ser concluídas ao longo do próximo ano. Segundo a CCR RodoNorte, concessionária que administra a BR-376, neste momento, estão em andamento as frentes de obras de duplicação (incluindo viadutos e trincheiras) entre Apucarana e Califórnia, que devem seguir até 2018.
De acordo com a assessoria da empresa, cada frente de duplicação emprega hoje cerca de 100 trabalhadores. Atualmente, somente em obras, a CCR RodoNorte gera 1000 empregos diretos nas diversas frentes pelo Estado.
Entre Apucarana e Califórnia está em construção a trincheira da área industrial (km 247); novo viaduto de acesso ao aeroporto de Apucarana, localizado no km 249 e o viaduto da rede ferroviária. No total, na BR-376, são sete frentes de duplicação que acontecem, além de Apucarana e Califórnia, Tibagi, Alto do Amparo, Imbaú, Ortigueira e Marilândia do Sul.
Ainda, segunda a Concessionária, neste ano, serão abertas mais duas frentes de duplicação, entre Califórnia e Mauá da Serra, uma em cada sentido. Outra frente de duplicação também está prevista na região de Mauá da Serra. A expectativa é que comece em setembro.
A assessoria observa que, em 2017, somente em obras de duplicação e pavimento, os investimentos da CCR RodoNorte chegam a quase meio bilhão de reais.

Distrito fica no meio do corredor de obras
No Distrito de Vila Reis, situado praticamente no meio do “corredor” de obras, o impacto econômico da duplicação não é unanimidade. “Com os bloqueios constantes da rodovia, após o início da construção da trincheira de acesso ao Correia de Freitas, o movimento caiu cerca de 30%, porque fica inviável cruzar a pista para entrar na Vila Reis”, diz o gerente de um supermercado, Igor Rossete.
Por outro lado, na avaliação da comerciante Érica de Paula Oliveira Caldeira, 34 anos, proprietária de uma casa de salgados, a presença dos funcionários fez aumentar um pouco o movimento. “Temos um aumento nas vendas mais no início do mês. São clientes que eu não teria sem as obras de duplicação, mas não é nada expressivo”, afirma.
Para a dona de uma padaria, Gislaine Fernandes Santos, 30, as obras já deram mais lucro. “Já vendi pães e café durante um período para uma das empresas contratadas, mas já terminou os trabalhos e agora não tenho notado diferença na movimentação”, diz.