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É preciso mais agilidade para reduzir a fila da habitação

Da Redação

| Edição de 07 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O setor habitacional continua sendo um dos grandes desafios do poder público municipal. Apenas em Apucarana e Arapongas, quase 14 mil famílias aguardam por moradias. É preciso reduzir urgentemente essas filas. Para isso, é fundamental investir em novos projetos habitacionais, mas também que os agentes de financiamento acelerem os trâmites burocráticos para que essas obras saiam do papel mais rapidamente. Quem espera pela casa própria tem pressa.

Em Apucarana, a Secretaria Municipal de Assistência Social não tem números exatos sobre a demanda. O município, inclusive, está buscando recursos para a realização de um amplo levantamento para identificar o número exato de pessoas aguardando por moradias. O levantamento mais recente, de dezembro de 2016, aponta 4,1 mil famílias na fila de espera.
O município, por outro lado, tem três grandes empreendimentos em fase final de construção. O Solo Sagrado, com 500 unidades, está pronto e na etapa de seleção dos inscritos. Já o Residencial Fariz Gebrim (520 casas) está com pouco mais de 62% da obra concluída. O outro projeto é o Jardim Barcelona (591), também em fase de construção. A Prefeitura afirma ter outros projetos em andamento para mais 1,5 mil unidades.
Arapongas tem o desafio da habitação bem delimitado. O município reúne 9.720 famílias na fila de espera por moradia. É um número alto, que preocupa a administração municipal. A Prefeitura tem projetos em andamento para 2,3 mil casas, que serão construídas em etapas nos próximos anos. O município está dependendo do aval da Caixa Econômica Federal para destravar parte dessas obras. O prefeito Sérgio Onofre da Silva (PSC) reclama, inclusive, do excesso de burocracia no trâmite dos projetos.
O setor habitacional é um setor complexo, pois a construção de obras envolve um volume muito grande de dinheiro. Apesar da demanda, quase sempre crescente, os municípios têm dificuldades em conseguir projetos e a burocracia, como citou o prefeito de Arapongas, é realmente um grave problema.
É preciso buscar alternativas para agilizar esses empreendimentos. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que são os principais agentes de financiamento, precisam tornar os trâmites mais rápidos e eficientes. O sonho da habitação é acalentado por inúmeras famílias. Elas não podem esperar por tanto tempo para garantir a casa própria. É uma questão de cidadania.