O número de emplacamentos nas três maiores cidades da região (Apucarana, Arapongas e Ivaiporã) aumentou 21% entre janeiro e agosto deste ano, no comparativo com o ano passado. Foram, ao todo, 565 veículos a mais entrando em circulação em 2018, do que no mesmo período de 2017. Empresas de vendas de veículos zero quilômetro se projetam que vendas continuarão em alta até o fim do ano.
Os números foram compilados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran/PR), a pedido da Tribuna. De acordo com o órgão, 3.269 veículos foram emplacados nas três cidades em questão, um volume 21% maior do que em 2017, quando foram registrados 2.704 novos veículos.
O maior aumento foi registrado em Apucarana, que passou de 1.186 emplacamentos nos oito meses de 2017 em questão, para 1.456 no mesmo período de 2018, um crescimento de 22,8%. Em seguida aparece Arapongas, com um salto de 20,8%. O município passou, de 1.211 emplacamentos em 2017, para 1.463 neste ano. Com alta de 14%, os números registrados por Ivaiporã foram 307, em 2017, e 350 no ano seguinte.
Márcio Kern, gerente de vendas de uma concessionária com unidades em Apucarana e Arapongas, se mostra otimista para o restante do ano. “As vendas cresceram neste ano, o que nos deixa bastante animados. O mercado está aquecido e estamos fazendo ótimos negócios. A expectativa é muito boa para o restante do ano”, diz.
Segundo ele, o período é propício para um aumento nas vendas. “Tradicionalmente, o número de vendas cresce neste período de final de ano. Portanto, acredito que a comercialização de veículos na região deve se manter em alta. Novas promoções previstas para os próximos meses e condições de pagamento especiais devem alavancar ainda mais os números”, destaca.
Gerente de uma concessionária que também tem unidades em Apucarana e Arapongas, Lilian Melhado afirma que o aumento no volume de vendas é bastante significativo, sobretudo devido à conjuntura do ano. “Mesmo com greve dos caminhoneiros, Copa do Mundo e as eleições, tivemos uma alta importante. Pelo que percebemos, o clima de crise está diminuindo, os consumidores estão perdendo o medo”.
Ainda de acordo com ela, os dois últimos meses do ano devem registrar um movimento de consumidores ainda melhor. “Depois das eleições, as coisas se definem. Poderemos ter uma perspectiva melhor para os próximos anos. O fim desta indefinição pré-eleições será bastante positivo para a economia”, aponta.