Uma comitiva formada por empresários de Arapongas entregou abaixo-assinado ao prefeito do município solicitando melhorias no cruzamento de acesso à BR-369, na saída para Londrina. Os representantes alegam que existe intenso fluxo de pedestres, ciclistas e motociclistas no trecho localizado próximo as empresas Simbal e Aramóveis. O objetivo do documento é facilitar a travessia de pessoas e proporcionar mais segurança.
O documento assinaturas de empresários e funcionários do Parque Industrial. A técnica de segurança Keila Spolador Teixeira, que participou da reunião, alega que diariamente muitas pessoas arriscam suas vidas atravessando a rodovia e que o trecho citado não tem faixa de pedestre, apenas um redutor de velocidade. "Nosso objetivo é assegurar a vida dos colaboradores e de todas as pessoas que atravessam diariamente a marginal", diz.
O grupo reivindica a instalação de semáforos e a construção de uma via de acesso para facilitar a passagem. "Chegamos a pensar que uma trincheira ou rotatória seria o ideal, contudo, não é viável. Então, pedimos agora um semáforo e uma via de acesso, semelhante ao que foi feito em frente a antiga Mercedes. Assim diminuiria o risco de morte", explica.
A decisão em organizar um abaixo-assinado foi motivada pelos atropelamentos registrados no ponto. "Fomos motivados pelas perdas que tivemos. Infelizmente perdemos colaboradores e até filhos de colaboradores em atropelamentos. Os funcionários almoçam em casa e atravessam a rodovia quatro vezes por dia, por esse motivo o fluxo de pessoas é muito grande", explica.
A reportagem esteve ontem no local e constatou fluxo intenso de veículos, principalmente, de caminhões. Por volta das 17 horas o trânsito fica ainda mais movimentado, e é justamente neste horário que os funcionários saem das fábricas. À beira da rodovia foi possível flagrar um amontoado de pedestres ciclistas e motociclistas aguardando uma brecha para atravessar a rodovia. Com pressa de chegar em casa, alguns acabaram se arriscando entre os veículos.
Operadora de máquinas, Vanessa da Silva, 32 anos, disse que em dias de trânsito agitado, chega a aguardar 15 minutos para fazer a travessia. “Atravesso correndo porque é muito perigoso”, conta.
Colega de Vanessa, a auxiliar geral Jéssica Caroline da Silva, 26 anos, disse que muitos acidentes aconteceram no local. “devia ter uma passarela para a gente atravessar”, opina ela.
Morador do Conjunto Águia, Matheus Espina, 18 anos, disse que o horário mais complicado é o do almoço. “Tinha que atravessar a rodovia todos os dias para fazer um curso e é muito perigoso”, comenta.
Conforme divulgado pela assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito, Antônio José Beffa (PHS), afirmou que o assunto será analisado com seriedade pela administração.
Por se tratar de uma rodovia federal, cópias do abaixo-assinado também serão entregues hoje à Concessionária Viapar, Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e também à empresa América Latina Logística (ALL), por conta da linha férrea próxima ao trecho.