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Empresas ampliam imunização de funcionários contra gripe

Vanuza Borges

| Edição de 14 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após o avanço expressivo de mortes causadas pela gripe em 2016, a adesão à imunização contra influenza deve ser maior neste ano, tanto na rede privada quanto pública. Antes mesmo do início da campanha de vacinação pelo Ministério da Saúde (MS), as empresas estão se organizando para garantir a imunização dos funcionários. Em Apucarana, por exemplo, 3.200 trabalhadores serão imunizados contra influenza. Em Arapongas, o número é de 1.690.

Imagem ilustrativa da imagem Empresas ampliam imunização de funcionários contra gripe

Nos dois municípios, são 114 empresas que resolveram bancar parte da vacina para funcionários, através de uma parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), que incentiva a imunização. O prazo de adesão encerrou no início do mês, mas já é possível perceber que diante do avanço da doença no último ano, as empresas estão investindo mais na saúde do trabalhador.
Segundo a gerente do Sesi, de Apucarana, Márcia Aparecida Kulka, o número de empresas permaneceu praticamente o mesmo, passando de 78 para 80 neste ano, porém a diferença está na quantidade de doses. Em 2016, foram 2.680 doses, já para este ano são 3.200, o que representa um aumento de quase 20% na procura.
A analista de Recursos Humanos, Andreia Mangolini, de uma das empresas que aderiram à campanha em Arapongas, explica que adesão foi feita pensando na saúde preventiva dos funcionários. A empresa tem cerca de 60 trabalhadores e todos vão receber uma dose do imunizante nas próximas semanas.
A vacina, que vai sair por R$ 27 através da adesão à campanha, tem metade do custo pago pela empresa. Na rede privada uma dose do imunizante não sai por menos de R$ 50. “Vale a pena o investimento na prevenção, porque, além do bem-estar do funcionário, caso venha a ficar doente, o custo para a empresa é muito maior”, diz.
No ano passado, em toda região Norte, que abrange, além de Arapongas e Apucarana, Londrina,Bandeirantes e Santo Antônio da Platina, foram imunizadas 11.432 pessoas, que trabalham na indústria. A expectativa do Sesi, neste ano, em todo o Estado é imunizar entre 180 a 200 mil trabalhadores.
A enfermeira Sueli Ferreira dos Santos, do departamento regional do Sesi, de Curitiba, explica que a campanha tem por objetivo enfatizar a prevenção, evitando que o trabalhador contraia o vírus e também dissemine no ambiente de trabalho e em casa. “Também aproveitamos para ressaltar os cuidados de higiene, como higienizar as mãos com álcool gel 70% e deixar o ambiente sempre arejado”, diz.
Segundo o médico do Trabalho Ronaldo Ruaro, coordenador técnico do Sesi no Paraná, observa que a imunização dos funcionários é positiva. “Além de melhorar a saúde dos colaboradores, a vacina reduz o índice de afastamento, uma vez que o vírus tem um índice de morbidade acentuado. Também é importante observar que, com mais pessoas imunizadas, diminui a transmissão do vírus”, diz.

Professores entram no grupo prioritário
Os professores, neste ano, entraram no grupo prioritário para receber a vacina contra a gripe. Somente na rede estadual, na região, são 2.285 professores e pedagogos que poderão receber o imunizante a partir de maio, quando será dado início à vacinação. O envio das doses aos estados pelo Ministério da Saúde (MS) deve começar a partir do dia 10 de abril.
O Dia de Mobilização Nacional, segundo o MS, deve ocorrer em 6 de maio, mas as regionais de saúde e os municípios são os responsáveis por organizar o cronograma da vacinação.
Para ter uma noção da gravidade da doença, em 2016, a 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, que abrange 17 municípios da região, registrou dez óbitos por influenza, sendo nove por H1N1, que vitimou quatro pessoas em Apucarana, três em Arapongas, uma em Califórnia e uma em Grandes Rios. O outro óbito ocorreu em Jandaia do Sul por Influenza A. Em 2015, foram 15 notificações, sendo duas confirmadas para Influenza B. No Paraná, 990 pessoas morreram vítima da gripe, o que representa um aumento de quase 4 mil. No ano anterior, o número de óbitos foi 26.